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Cultura de TI nos bancos deve incentivar pró-atividade e visão holística

Marcelo Ramos, VP sênior e gerente-geral da Axway para a América Latina Marcelo Ramos, VP sênior e gerente-geral da Axway para a América Latina

É essencial governar o fluxo de dados por toda a organização, detectando ineficiências

O portal da Executivos Financeiros segue publicando uma série de artigos exclusivos que buscam discutir alternativas tecnológicas que apontem para a tão almejada melhora da eficiência operacional entre as instituições financeiras.

Agora é a vez de Marcelo Ramos, VP sênior e gerente-geral da Axway para a América Latina, que em sua exposição destaca a importância de se criar uma cultura de TI que estimule a pró-atividade e a agilidade operacional. O articulista propõe que as instituições mantenham uma visão holística de seus sistemas, processos e operações, sendo para tanto imprescindível governar o fluxo de dados que perpassa toda a organização. A seguir, a íntegra do artigo. 

O futuro da TI financeira: de reativa para preditiva

Nós entramos na era da economia digital. A quantidade e a complexidade de transações cresce exponencialmente ao aprimoramento tecnológico, com uma grande mudança ocorrendo no cenário de negócios para o setor financeiro, tanto na forma como instituições são reguladas quanto no modo como o desempenho é avaliado. Cada mudança regulatória, por menor que seja, cria diferentes exigências de conformidade e intensifica a recorrente pressão à qual todo o setor é submetido.

A competitividade também mudou, graças também às evoluções e novas abordagens da tecnologia. Empresas de pagamento, como o   PayPal, por exemplo, tornaram-se líderes não só aceitos como também reconhecidos e seguidos no mercado de pagamentos.

A demanda por aumentar a participação no mercado e na base de clientes, reduzindo custos, enquanto abre novas linhas de receitas, soma-se à urgente necessidade das instituições de evoluir seus modelos de negócio para atender novos modelos operacionais e enfrentar desafios competitivos.

Um dos caminhos é aperfeiçoar os processos para os clientes, contendo custos e aumentando a oferta de serviços inovadores. Para isso, é necessária uma cultura de TI que estimule a pró-atividade e a agilidade, para antever problemas e melhorar a operacionalidade de todo o sistema.

Atualmente, estima-se que 85% dos bancos são puramente reativos quando se trata de identificar estas questões. Para ter sucesso na era digital, as instituições financeiras precisam manter uma visão holística de todos os aspectos de seus sistemas, processos e operações. Para isso, governar o fluxo de dados por toda a empresa, detectando lentidões nas etapas de processamento de pagamentos, pedidos e reclamações, é essencial.

Atualizar os sistemas legados dos bancos exige ênfase em ferramentas de inteligência operacional. Dessa forma, torna-se possível fornecer aos clientes acompanhamento em tempo real de suas transações financeiras. Além disso, oferecendo-lhes o autoatendimento com esse tipo de informação, a utilização de telefones para verificação do status das operações diminui, reduzindo os custos com call centers. Considerando que 2014 foi o ano em que o número de dispositivos móveis ultrapassou o de habitantes do planeta, modernizar os sistemas de Internet e Mobile banking com inteligência operacional significa obter ganhos em satisfação do cliente e em vantagem competitiva.

As instituições financeiras precisam olhar para tecnologias inovadoras que vão capacitá-las a tomar decisões mais inteligentes e rápidas. Empresas que utilizam métricas de desempenho de negócios preditivas deverão ter um aumento na produtividade.

Olhando para o futuro das instituições financeiras, será essencial que elas expandam o portfólio de serviços, ao mesmo tempo em que reduzem custos e riscos. Não há mais espaço para mentalidades avessas aos investimentos em TI e é primordial a adoção não apenas de novas tecnologias, mas das tecnologias certas, que diminuam riscos operacionais e aumentem a eficiência do processo.

Por fim, mesmo com todos os benefícios e ganhos na condução das operações, para aproveitar as oportunidades que a era digital tem para oferecer, os bancos devem promover mudanças que mantenham a experiência do cliente como prioridade. Conveniência, segurança, transparência, atendimento multicanal, mobilidade e relacionamento são os valores que devem nortear todo e qualquer investimento em tecnologia daqui para frente.

 

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