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Coronavírus faz com que investidores busquem segurança na renda fixa

Investimentos estão se concentrando mais em CDBs e no Tesouro Direto, segundo levantamento do Yubb

 

Um levantamento realizado pelo Yubb (http://yubb.com.br/), um buscador de investimentos, apontou que, com a pandemia de coronavírus no Brasil e a instabilidade econômica intensificada com a continuidade de circuit breakers na Bolsa neste mês de março, os investidores estão procurando oportunidades mais seguras, com foco em renda fixa, na comparação com o mesmo período do ano passado.

O comparativo (ver tabela abaixo) mostrou um crescimento das aplicações em CDBs, investimentos em renda fixa oferecidos por bancos. A maior mudança ocorreu com os fundos de ações e robôs, que desceram no ranking, caindo das 1ª e 5ª posições para as 4ª e 10ª posições, respectivamente.

"Embora muitas corretoras estejam reportando um aumento nas buscas por ações, fundos de ações ou renda variável, a maior parte da população está se afastando desses investimentos pela alta volatilidade", explica Bernardo Pascowitch, fundador do Yubb.

Com três anos de funcionamento, o Yubb é um buscador online e gratuito, conhecido como o "buscapé dos investimentos", pois mapeia todos os investimentos do país e recebe mais de oito milhões de buscas por mês.

Confira na íntegra os rankings de investimentos mais buscados por período:

Março/2020

1º - CDBs; 2º - Tesouro Direto; 3º - Fundos imobiliários (FIIs); 4º - Fundos de ações; 5º - Fundos multimercado; 6º - Fundos cambiais; 7º - Fundos de índice (ETF); 8º - LC/RDB; 9º - LCI/LCA; 10º - Robôs de investimento

Março/2019 1º - Fundos de ações; 2º - CDB; 3º - Tesouro Direto; 4º - Fundos multimercado; 5º - Robôs de investimento; 6º - RDB; 7º - LC; 8º - LCI/LCA; 9º - Fundos DI; 10º - Fundos imobiliários (FIIs)

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Investir em ouro pode ser uma boa opção em tempos de coronavírus

Em março de 2019 o grama do ouro estava cotado em uma média de R$ 156, ao passo que hoje o valor médio chegou a R$ 244 o grama

Pelo segundo mês seguido, o ouro fechou em alta na lista de investimentos no Brasil e no mundo. Isso porque a pandemia provocada pelo Covid-19 revirou a economia brasileira, fazendo com que o mercado de metais ficasse super valorizado, especialmente o do ouro.  O mês de fevereiro, por exemplo, fechou com a taxa Selic fixada em 4,25%, e, agora, apresenta a maior baixa da história, fixando-se em 3,75. Número favorável para investimentos em mercados alternativos.

 Para se ter uma ideia, em março de 2019 o grama do ouro estava cotado em uma média de R$156. Nesse mesmo período, em 2020, o valor médio chegou a R$244 o grama. Uma super valorização de 64% no intervalo de 1 ano. Um dos fatores, é reflexo da ação dos bancos centrais, que estão cortando as taxas de juros de forma emergencial, devido à proliferação do novo Coronavírus, para atenuar os efeitos da crise mundial.

 O economista e especialista em modelagem financeira, Davi Toledo, explica que o ouro costuma apresentar alta demanda nesses momentos de crise, uma vez que ele não está sujeito a diminuição de seu valor pela inflação ou por uma crise de ativos financeiros, “ao contrário da moeda, o ouro não é passível de intervenção por parte dos governos, ou seja, ele não pode ser impresso, logo possui um valor intrínseco devido à sua escassez”, comenta o economista. 

 Ainda segundo o especialista, o ouro tem uma correlação negativa para ações, ou seja, quando o Ibovespa sofre uma queda, o preço do ouro aumenta. A previsão para os próximos meses é de que o ouro continue sendo uma boa opção para ganhar e investir dinheiro no Brasil e no exterior.

 

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Cresce o corporate venturing na AL, com 460 iniciativas de cooperação entre grandes empresas e startups em 2019

Cerca de 75% das atividades de corporate venturing da região estão concentradas no Brasil, no México e na Colômbia, consolidados como os principais hubs regionais. O Brasil lidera com 38% dessas iniciativas.

 

A IESE Business School e a Wayra, hub de inovação aberta do grupo Telefónica no mundo e da Vivo no Brasil, acabam de publicar um relatório inédito sobre o corporate venturing na América Latina, uma região promissora quanto à cooperação entre empresas estabelecidas e startups inovadoras, mas sobre a qual havia pouca informação disponível até o momento. O Corporate Venturing Latam apresenta novos dados sobre a adoção dessa prática na América Latina. Além disso, analisa as empresas e mecanismos estabelecidos na região e oferece recomendações concretas, respaldadas por entrevistas com 133 diretores e líderes de inovação das principais empresas latino-americanas.

Com foco nos hubs da região, o relatório dedica uma atenção especial às empresas de maior tamanho que atuam nos seis países onde foram observados níveis mais altos de atividades de corporate venturing (Brasil, México, Colômbia, Argentina, Chile e Peru). Nesse grupo, foi possível identificar os seguintes dados:

• Há 184 empresas em 19 cidades latinoamericanas liderando 460 iniciativas, entre as quais cabe destacar: desafios de inovação aberta, missões de scouting (descoberta) de startups, incubadoras e aceleradoras corporativas, espaços de coworking, corporate venture capital, venture builders e aquisições de startups. No Brasil, foram identificadas 66 empresas, que impulsionam 172 iniciativas e representam o maior número da região (38%);

• As empresas com receitas superiores a 25 bilhões de dólares estão adotando o corporate venturing em maior medida que aquelas cujas receitas oscilam entre 4 e 25 bilhões de dólares;

• Essas iniciativas de corporate venturing vieram acompanhadas do boom de investimento de venture capital na região que cresceu mais de 200% entre 2015 e 2018;

• O Brasil lidera em todos os estágios de investimento de venture capital na região, com 73% do investimento em dólares;

• Os setores com maior atividade nesse campo são serviços financeiros, tecnologia da informação, consultoria de negócios e telecomunicações.

Espaço para crescimento

Apesar de a adoção dessas práticas estar aumentando na América Latina, ainda há espaço para crescer. O relatório indica que apenas 16% das maiores empresas da região possuem algum mecanismo formal de corporate venturing. Em contraste, 75% das empresas presentes na lista da Fortune 100 (que inclui as mais importantes dos EUA) investem ativamente em startups, considerando apenas corporate venture capital, um dos mecanismos de venturing capital.

O cenário acima ocorre em uma região onde:

• Os investimentos de venture capital em startups da América Latina quadruplicaram, crescendo para 2 bilhões de dólares entre 2016 e 2018;

• O capital de risco para startups locais cresceu mais de três vezes entre 2015 e 2018;

• Os fundos de capital de risco (venture capital + private equity) investiram R$ 7,4 bilhões em 115 startups no Brasil, nos primeiros seis meses de 2019;

• As aceleradoras de startups, inclusive as importantes iniciativas estatais e privadas, desenvolveram-se bastante;

• As empresas que contam com iniciativas de corporate venturing são principalmente de origem europeia (45% dos casos analisados), seguidas pelas latino-americanas (25%) e empresas provenientes dos Estados Unidos (24%).

Para obter mais informações sobre as conclusões do relatório, consulte o seguinte endereço: http://www.ieseinsight.com/doc.aspx?id=2273&idioma=2

Este relatório foi desenvolvido pela IESE Business School (Josemaria Siota e Julia Prats) com a colaboração da Wayra e apoio da CORFO (Corporación de Fomento de la Producción), agência governamental chilena de fomento à produção.

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