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QR Capital recebe habilitação da CVM como nova gestora de recursos

Fintech, especializada em blockchain, está estruturando carteira de fundos regulados para lançamento no mercado no primeiro semestre de 2020

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicou no Diário Oficial no último dia 12 de dezembro a habilitação da QR Capital como gestora de recursos. Com a conclusão do processo, iniciado em maio deste ano, a empresa pretende expandir a distribuição de seus fundos de investimento com foco em Blockchain a partir de 2020.

Para Theodoro Fleury, responsável pela gestão da QR Capital, um dos aspectos mais importantes da habilitação é o respaldo dado pela CVM não só às boas práticas da empresa, mas ao mercado de blockchain como um todo, cuja credibilidade foi impactada pela ação de players inidôneos.

- A habilitação nos dá a chancela de um regulador de peso, que é a CVM. Ela sinaliza, com isso, que o mercado tem players sérios para oferecer formalmente aos investidores produtos ligados a indústria de blockchain - explica Fleury.

Fundos para 2020

Segundo Fernando Carvalho, sócio da QR Capital, o momento agora é de concluir a estruturação dos fundos para o lançamento no início do ano que vem.

- A tecnologia Blockchain é uma das maiores inovações tecnológicas que ocorreram desde a criação da internet, e deste novo ecossistema estão surgindo diversas oportunidades de geração de valor. Com a habilitação, estamos avançando na formatação dos fundos, que buscam criar um veículo seguro para que o investidor possa capturar as principais oportunidades deste mercado. O que podemos adiantar é que serão produtos inovadores dentro do cenário financeiro brasileiro - disse Carvalho.

A estimativa do sócio da QR é que os novos fundos encerrem 2020 com um Patrimônio Líquido de R$ 250 milhões, incluindo captação e rendimentos.

 

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Ativos dos fundos de pensão somam R$ 944 bilhões e rentabilidade vai a 8,18%

O consolidado estatístico mostrou que 146 fundos de pensão que administram 434 planos possuem superávit

O patrimônio dos fundos de pensão cresceu para R$ 944 bilhões, equivalentes a 13,4% do PIB, de acordo com o consolidado estatístico da Abrapp (Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Complementar).

O volume representa crescimento em comparação aos R$ 900 bilhões registrados no final do ano passado. A previsão da entidade é que o patrimônio alcance R$ 1 trilhão no primeiro semestre de 2020.

Outro destaque do consolidado estatístico da Abrapp foi o crescimento dos planos instituídos (constituídos por associações, cooperativas, sindicatos e conselhos profissionais). Nesse segmento, o número de participantes chegou ao nível recorde de 442,1 mil pessoas e o patrimônio somou R$ 12,087 bilhões, também patamar recorde. Os planos instituídos têm apresentado crescimento expressivo nos últimos anos: em 2013, por exemplo, somavam 224,7 mil participantes e o patrimônio era de R$ 2,431 bilhões.

A rentabilidade das entidades fechadas de previdência complementar foi de 8,18% no período, acima da variação 6,78% da TJP (Taxa de Juros Padrão).

Além disso, o consolidado estatístico mostrou que 146 fundos de pensão que administram 434 planos possuem superávit, em comparação aos 189 planos que têm déficit.

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Crowdfunding imobiliário remunera investidores em até 18,7% ao ano

O investimento se dá via aquisição de cotas, que custam R$ 1 mil, e consistem num título de dívida que dá direito a uma participação no Valor Geral de Vendas do empreendimento

 

Principal modalidade do financiamento coletivo em todo o mundo, o crowdfunding imobiliário brasileiro acaba de concluir seus primeiros ciclos de remuneração a investidores. Nos últimos meses, a Urbe.me, plataforma eletrônica que inaugurou o modelo no Brasil em 2015 e que concentra metade de todo o mercado nacional, realizou as primeiras rodadas de pagamento aos investidores que, com aportes a partir de R$ 1 mil, tiveram até 18,7% ao ano de retorno.

 Embora tenha sido a primeira modalidade de investimento coletivo a operar no Brasil, os ciclos mais longos da construção civil – as obras levam, em média, de 24 a 36 meses para serem concluídas – fizeram o crowdfunding imobiliário liquidar suas primeiras operações depois de outros modelos do gênero, caso do equity crowdfunding, que consiste na compra de participações acionárias de startups.

 A primeira operação concluída no segmento imobiliário se deu no final de julho, quando 140 cotistas que aportaram, em 2016, R$ 740 mil em recursos para a construção do condomínio Libres, projeto da incorporadora Rotta Ely, na Zona Sul de Porto Alegre, receberam a remuneração de R$ 1,092 milhão. Disponibilizado na plataforma em 2016, o projeto garantiu um retorno sobre o investimento dos cotistas de 18,7% ao ano, mais de 300% do CDI atual.

Logo em seguida, houve a segunda liquidação, com o pagamento de R$ 1,7 milhão a 320 cotistas que investiram R$ 1,5 milhão nas obras do Residencial Acapulco, em Rio Claro (SP), projeto da incorporadora Domus Populi, que teve duração de doze meses. O retorno foi de 14% ao ano.

 Outra foi a do Monte Villle, empreendimento comercial da Tecverde e CRM na região de Araucária (PR) que captou R$ 1,250 milhão em março de 2018. Em outubro, 183 cotistas receberam a remuneração de 9,14% ao ano, o que corresponde a 144% do CDI no período. Já outros 48 cotistas optaram por permanecerem até janeiro, quando a projeção de retorno é de 14,5% ao ano.

O investimento em crowdfunding imobiliário se dá via aquisição de cotas, que custam R$ 1 mil e consistem num título de dívida que dá direito a uma participação no Valor Geral de Vendas do empreendimento. Nos sites das plataformas do segmento, incorporadoras que buscam captação disponibilizam informações sobre seus projetos, o que inclui prazo de conclusão e projeção de retorno sobre o investimento.

 “O rendimento das operações ficou dentro do projetado antes do início das captações”, afirma Lucas Obino, sócio-fundador da Urbe.me. Arquiteto, o empresário diz que os empreendimentos só ingressam na plataforma após avaliação da solidez financeira e reputação das incorporadoras e viabilidade econômica dos projetos. Apenas 5% dos empreendimentos apresentados ingressam na Urbe.me.

 Os critérios de seleção, particularmente quanto à solidez das incorporadoras, ficaram mais rigorosos em 2019, quando a plataforma passou a operar com base na resolução 2.921 do Bacen, que dispõe sobre operações ativas vinculadas. No exercício anterior, a plataforma seguia a Instrução Normativa CVM 588, que regulamenta o crowdfunding no país e estabelece que apenas empresas com faturamento de até R$ 10 milhões anuais podem realizar captações do gênero.

 “A regulamentação é um marco para o financiamento coletivo, mas o limite de receita previsto é muito restritivo quando se trata de incorporadoras, principalmente as consolidadas, que, a fim de garantir a segurança ao investidor, são nosso foco”, afirma.

 Mais procurado por investidores com perfil arrojado, o crowdfunding imobiliário tem com principais riscos a possibilidade de inadimplência da incorporadora e o de mercado. No primeiro caso, diferente do que corre no equity crowdfunding, o cotista não é um sócio, mas um credor que dispõe de um título executável. Já no caso das vendas não seguirem conforme o planejado, o investidor recebe, no mínimo, seu aporte mais uma remuneração de 120% do CDI, já que, no caso da Urbe.me, os títulos são vinculados a CDBs. Em novembro, a plataforma passou a disponibilizar simultaneamente vários projetos para captação. Com a concorrência, alguns passara a oferecer rentabilidade mínima de 180% do CDI.

Caixa para incorporadoras                                                                                                                  

No Brasil, as captações via crowdfunding imobiliário cobrem apenas cerca de 5% dos custos totais dos empreendimentos. Essa exposição das incorporadoras é justamente a que financiamentos bancários não contemplam. “O crédito à construção civil limita-se à obra em si. Custos como incorporação, documentação, marketing, lançamento e outros, que podem chegar a R$ 3 milhões de acordo com o porte do empreendimento, dependem ou do caixa das próprias incorporadoras ou de um investidor institucional. O que a Urbe.me faz é reunir pequenos investidores para que cumpram esse papel. Ao cotista, abre a possibilidade de investir onde era impossível com pequenos aportes”, diz Obino.

 Outra vantagem para as empresas é que a prática de mercado dos bancos é liberar o crédito à construção civil conforme o andamento das obras. “Em geral, o crédito chega depois. O crowdfunding serve como uma antecipação de recursos que permite acelerar prazos, vendas, melhorar o VGV e, desta forma, elevar o ganho dos próprios cotistas”, conclui.

 A Urbe.me encerrou 2018 com um total de R$ 28,743 milhões captados. Hoje, a cifra supera R$ 50 milhões que foram destinados a 30 empreendimentos imobiliários. Até o final do ano, o volume deve chegar a R$ 60 milhões. O número de investidores ativos na plataforma saltou de 3.000 em 2018 para 4.921. Com o crescimento, os projetos, que eram disponibilizados por até três meses no site para que atingissem suas metas de captação, passaram a permanecer apenas por uma semana. 

 

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