Menu

Desemprego é um grande desafio econômico para 2020

Última edição da Carta de Conjuntura do Setor de Seguros, realizada pelo Sindseg SP e Sincor-SP, aponta desemprego como obstáculo para o crescimento

A edição de dezembro da Carta de Conjuntura do Setor de Seguros aponta que o desemprego será o principal desafio econômico para o País em 2020. "Nos últimos dois anos, o País se recuperou em diversos indicadores econômicos, mas o desemprego decai de forma mais lenta do que as outras variáveis", alerta o estudo.

Produzida pelos Sindicato das Empresas de Seguros e Resseguros (SindsegSP) e pelo Sindicato de Empresários e Profissionais Autônomos da Corretagem e da Distribuição de Seguros do Estado de São Paulo (Sincor-SP), a Carta aponta que, até novembro, as seguradoras tiveram faturamento na casa dos R$ 223 bilhões.

Na separação por ramos de seguros, o de pessoas foi o grande destaque, já que conseguiu registrar avanço de 15% até novembro de 2019. Os ramos elementares cresceram timidamente, com evolução de 4% na comparação com o ano anterior.

“Os números foram positivos, sobretudo os seguros do grupo de pessoas, em termos de crescimento de mercado, tal como vem ocorrendo em exercícios anteriores”, diz a Carta.

O estudo também aborda algumas indefinições, ocorridas no final do ano passado, como a MP 905, que desregulamenta a profissão de corretor de seguros, a MP 904, que extinguiu o seguro DPVAT, além da decisão da Susep de segmentar as seguradoras de acordo com porte e perfil de risco.

Leia mais ...

Inflação para famílias com renda até 2,5 salários mínimos avança

Em dezembro o IPC-BR variou 0,77%. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 4,11%, nível abaixo do registrado pelo IPC-C1.

O Índice de Preços ao Consumidor Classe 1 (IPC-C1) de dezembro subiu 0,93%, ficando 0,37 ponto percentual (p.p.) acima de novembro quando o índice registrou taxa de 0,56%. Com este resultado, o indicador acumula alta de 4,60% no ano e 4,60% nos últimos 12 meses.

 Em dezembro o IPC-BR variou 0,77%. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 4,11%, nível abaixo do registrado pelo IPC-C1.

 Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação: Alimentação (0,60% para 3,08%), Transportes (0,19% para 0,82%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,11% para 0,31%) e Vestuário (0,32% para 0,46%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: carnes bovinas (7,56% para 16,02%), gasolina (1,11% para 3,45%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,22% para 0,66%) e roupas (0,34% para 0,65%).

 Em contrapartida, os grupos Habitação (0,70% para -0,96%), Despesas Diversas (2,48% para 1,40%), Educação, Leitura e Recreação (0,59% para 0,10%) e Comunicação (0,14% para 0,02%) apresentaram recuo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, vale citar os itens: tarifa de eletricidade residencial (2,85% para -5,40%), jogo lotérico (26,16% para 10,21%), passagem aérea (15,08% para -3,82%) e tarifa de telefone residencial (0,17% para -0,17%).

 A próxima divulgação do IPC-C1 acontecerá no dia 05/02/2020..



 

Leia mais ...

Empresas suecas pretendem aumentar seus investimentos no Brasil em 2020

Pesquisa realizada pela Câmara do Comércio Sueco-Brasileira avalia o grau de interesse de negócios das empresas suecas presentes no país

O Brasil se encontra hoje em uma situação econômica considerada regular para a atração de investimentos, porém há uma perspectiva positiva com relação à expansão e geração de empregos em 2020. É o que aponta a Swedish Business Climate in Brazil, estudo realizado anualmente pela Câmara de Comércio Sueco-Brasileira (Swedcham Brasil. A nona edição do estudo contou com a participação de 53 empresas suecas de grande porte presentes no Brasil e foi realizada com o apoio da LLYC, consultoria global de comunicação e assuntos públicos.

Diferente do ano anterior, quando havia uma visão mais promissora sobre o ambiente de negócios, esse ano o clima é de cautela por parte das empresas suecas. O relatório aponta que 59% delas pretende aumentar seus investimentos no país nos próximos 12 meses (em 2018 era 73%). Ainda assim, para o próximo ano, 78% esperam que o volume de negócios nos seus setores de atuação aumente e 64% acreditam que a lucratividade também melhorará.

 “Pode-se perceber no estudo desse ano que os empresários enxergam um potencial de melhora no cenário econômico brasileiro e, por isso, pretendem investir no crescimento de suas empresas no país”, aponta Jonas Lindström, diretor executivo da Swedcham.

Segundo a pesquisa a maioria das empresas (62%) acredita que o ano foi regular para negócios no país, enquanto 21% se mostraram satisfeitas ou muito satisfeitas com o ambiente de negócios, uma queda com relação ao ano anterior que registrou 41%, mas ainda assim superando a percepção negativa de 17%.

“Este resultado pode ser reflexo da mudança de metodologia para a questão sobre o clima de investimentos. Até o ano passado as empresas precisavam avaliar o cenário escolhendo de 1 a 10 e este ano elas precisavam definir um valor de 1 a 5, o que as permitiu definir o cenário com uma perspectiva mais mediana” explica o executivo. “Esta alteração é parte da iniciativa para aplicar a pesquisa globalmente em 2020 com uma única metodologia” complementa.

Ainda assim, o relatório chama atenção para um ano positivo financeiramente nas empresas, no qual 60% apresentaram lucratividade, e apenas 17% tiveram perdas e 2% grandes perdas.

 Geração de empregos e expansão

As empresas suecas participantes do estudo são, atualmente, responsáveis pela geração de 31 mil empregos diretos e mais de 100 mil indiretos no Brasil. Presentes em mais de 20 setores da economia local, o estudo aponta que 82% das empresas entrevistadas possuem mais de 500 funcionários em todo o mundo, indicando que o Brasil é um mercado atraente para empresas com grande potencial de criação de emprego.

Ainda que 27% delas tenham diminuído o número de empregados em 2019, o panorama futuro se mostra positivo, quando mais de 59% destas afirmam que querem aumentar seu quadro de funcionários no próximo ano.

No contexto de desenvolvimento, o otimismo se confirma com resultados que mostram que 49% das empresas consideram expandir seus negócios para outras regiões do país nos próximos 03 anos (em 2018, eram 45%), principalmente para o Nordeste e Sul do Brasil, diferentemente do ano passado, onde o foco foi o Nordeste e Centro-Oeste.

O grande desafio nesta área permanece no aumento da presença das mulheres em cargos de comando dentro das organizações. Hoje, elas representam um terço da força de trabalho e apenas 6% das empresas têm mais mulheres do que homens em posições de liderança.

 Cenário político e reformas

A avaliação das empresas também considerou os aspectos políticos atuais. Ainda que a análise do ano corrente indique que a instabilidade política seja citada como ponto negativo por 75% das entrevistadas, 62% considera que medidas tomadas pelo governo favoreceram o investimento estrangeiro no Brasil e 52% projetam mais investimento para o próximo ano.

A Reforma Tributária foi citada 30% das vezes como um tema crucial para o progresso e desenvolvimento no próximo ano. Outra questão importante, que pode ser considerado relevante para o crescimento da atuação sueca no país, é o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, em que 90% das empresas se posicionam a favor.

“Quando realizamos a última pesquisa, em novembro de 2018, havia um grande otimismo, principalmente pela esperança de uma economia reformista. A nossa percepção é que muitas expectativas não foram atingidas no primeiro semestre, o que gerou certo desânimo. Porém, essa nova pesquisa mostra que o otimismo vem crescendo novamente. Mais uma vez os suecos mostram que seu comprometimento com o país continua mais fortalecido ainda”. finaliza Jonas Lindström.

 A 9° edição da Swedish Business Climate in Brazil contou com apoio do Team Sweden Brazil, grupo formado pela Embaixada da Suécia, a Swedcham (Câmara de Comércio Sueco-brasileira), Consulados e Business Sweden.

 

 

Leia mais ...
Assinar este feed RSS

Finanças

TI

Canais

Executivos Financeiros

EF nas Redes