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IBM aponta cinco tendências que moldarão o Blockchain em 2020

Estudo aborda aspectos críticos do Blockchain, como modelos de governança, interconectividade, integração de tecnologias como IoT, 5G e IA, além da segurança e transparência

 

O ano de 2019 foi decisivo para o Blockchain. A tecnologia foi expandida para incluir organizações que trabalham juntas e, assim, converter rapidamente seu valor em resultados de negócios tangíveis para todo o ecossistema. Mas o que podemos esperar para 2020?

O IBM Institute of Business Value (IBV), por meio do seu Estudo de Economia Blockchain de 2019, conduziu entrevistas com mais de 1.000 pessoas de negócios e tecnologia, e reuniu os cinco principais temas para 2020:

1.Surgirão modelos de governança pragmáticos

Com a maior adoção do Blockchain se aproximando, a governança se tornará um fator chave. No entanto, a criação de um modelo de governança com o qual todos os participantes concordem pode ser um desafio. De fato, foi visto que 41% das organizações acreditam que a falta de padrões uniformes de governança entre parceiros é o desafio mais importante para avançar sua Prova do Conceito (PoC) de Blockchain ou Ecossistema Mínimo Viável (MVE).

Em 2020, começaremos a ver novos modelos de governança que permitem que grandes e variados consórcios tratem da tomada de decisões, permitam esquemas e até pagamentos com mais eficiência.

2. A interconectividade está um passo mais perto da realidade

O sucesso do Blockchain depende da colaboração de várias partes. Mas, com o potencial de dezenas, centenas ou até milhares de participantes em uma rede, não podemos esperar que cada parte de uma rede use o mesmo provedor ou incorpore um novo ambiente de computação para um único aplicativo. Mesmo assim existe uma necessidade excepcional das empresas de compartilhar dados sem problemas.

Portanto, não é possível pensar em Blockchain sem a nuvem. Aliás, sem o uso de uma nuvem que seja híbrida e multicloud, o que permite a todos os atores da cadeia selecionar a plataforma Blockchain sem depender da infraestrutura na qual seus dados estão hospedados. Hoje, IBM Blockchain está aberta e disponível em qualquer lugar. Blockchain deve permitir a facilidade de utilização de tudo o que as empresas necessitam, em ambientes híbridos de nuvem, multicloud e locais; e, desta forma, fazer com que a tecnologia permita a transformação das empresas e indústrias.

3. Outras tecnologias serão combinadas com Blockchain para criar uma vantagem competitiva ainda maior

Agora que as soluções Blockchain estão capturando milhões de pontos de dados e fazendo sentir sua presença em todo o mundo, elas estão abrindo a porta para novas capacidades. Tecnologias adjacentes como Internet das Coisas (IoT), 5G, Inteligência Artificial (IA) e Edge Computing, para citar algumas, irão combinar-se com Blockchain para gerar valor agregado para os participantes da rede. Por exemplo, espera-se que as soluções Blockchain se combinem com Internet das Coisas e IA para se tornarem os principais aceleradores dos mercados habilitados para Blockchain no futuro.

Desta forma, os dados mais confiáveis de Blockchain irão informar melhor e fortalecer os algoritmos. Blockchain ajudará a manter esses dados seguros e auditará cada etapa do processo de tomada de decisão, permitindo uma visão mais precisa, impulsionada pelos dados confiados pelos participantes da rede.

4. As ferramentas de validação começarão a combater fontes de dados fraudulentas

De acordo com o estudo, 88% das instituições acreditam que garantir padrões de comunicação de dados para as redes Blockchain é um fator importante para que toda a indústria se junte a uma rede Blockchain. Sendo assim, não há dúvida de que confiança e transparência são essenciais, mas em um mundo onde os dados são coletados e transferidos mais rápido do que nunca, entende-se que haverá inconsistências nesses dados, seja devido a erro humano, seja por causa de pessoas mal-intencionadas.

Com a necessidade de mais mecanismos de proteção de dados, este ano as soluções de Blockchain usarão ferramentas de validação junto com os mecanismos de criptografia e IoT, que ligam os ativos digitais ao mundo físico injetando dados externos nas redes. Isto melhorará a confiança e eliminará a dependência da inserção manual de dados, que muitas vezes são propensas a erros e fraudes.

5. As moedas digitais regulamentadas continuarão a avançar

Tokens, moedas digitais e moedas digitais respaldadas pelo Banco Central têm sido um tema de crescente interesse para os mercados de capitais. Tokenizar ativos e títulos, convertendo-os em fichas digitais e depois negociar, trocar e resolver a custódia desses ativos digitais está transformando a eficiência, segurança e produtividade dos mercados de capitais. De fato, 58% das organizações pesquisadas concordam que podem obter novas fontes de receita ao tolkenizarem os ativos trocados em um mercado habilitado para Blockchain.

Além disso, novas organizações e regulações foram implementadas para facilitar a criação, gestão, comercialização e liquidação de tais fichas digitais e moedas.

Embora passar tempo antecipando o futuro desta tecnologia inovadora seja extremamente emocionante, reconhecemos que estão continuamente entrando no mercado novas dinâmicas que podem desafiar estas tendências como as vemos hoje. No entanto, uma coisa é certa: Blockchain continuará a romper, transformar e melhorar o mundo em que vivemos. 

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CPQD cria solução de identidade digital descentralizada compatível com Blockchain Corda

Solução permite que o cliente tenha controle total sobre seus dados e acesso facilitado a serviços financeiros

 

O CPQD anunciou no final de janeiro a conclusão da prova de conceito do FinID - Sistema de Identidade Digital Descentralizada. Durante o desenvolvimento do projeto, a instituição contou com o apoio de um grupo de profissionais formado por especialistas do Banco Central e da R3, empresa especializada no desenvolvimento de Blockchain corporativo, como parceira tecnológica.

O FinID é um dos projetos selecionados pelo LIFT (Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas) do Banco Central e, segundo o gestor de soluções Blockchain do CPQD, José Reynaldo Formigoni Filho, a participação da R3 foi fundamental para que a solução fosse criada de modo compatível para integração à plataforma Corda, que é o protocolo DLT (Distributed Ledger Technology) mais utilizado atualmente pelo setor financeiro. "A identidade digital descentralizada é composta por várias credenciais eletrônicas emitidas por diferentes agentes que fazem parte de uma rede Blockchain", explica.

O conceito de identidade digital descentralizada cria uma camada segura de pessoas físicas, pessoas jurídicas e coisas, colocando o cliente no controle dos próprios dados e facilitando o acesso à contratação de serviços financeiros por meio de uma identidade única e portável. "O uso do Corda vai garantir a proteção e a privacidade destes dados, que vão desde informações cadastrais até comprovantes de depósito e operações de crédito", explica Nayan Hanashiro, diretor de Parcerias da R3.

O líder técnico em Blockchain do CPQD, Fernando Marino, ressalta que a inovação desse projeto está na criação de uma camada de identidade digital financeira única e descentralizada, que vai desburocratizar o processo de criação de contas, autenticação por meios digitais e criar uma nova forma de inicialização de pagamentos diretamente de pessoa para pessoa na camada de identidade.

"Essa abordagem permite que os clientes controlem suas identidades, seus relacionamentos com instituições financeiras e decidam o que, quando e com quem compartilhar essas informações por meio de open banking", explica, lembrando que, no sistema atual, o usuário tem uma identidade digital para cada instituição financeira com a qual tem relacionamento.

Com a identidade digital descentralizada, estes dados pessoais ficam de posse do usuário, que pode apresentá-los a outras instituições financeiras com as quais não se relaciona mas que têm uma oferta do seu interesse. "Funciona como um passaporte que ele pode usar em vários bancos. Todos os identificadores vão sendo somados e armazenados nessa credencial", compara Marino.

Entre as vantagens, ele destaca a redução da burocracia, a facilidade de atualização das informações (que só precisa ser feita em um lugar) e, principalmente, a autonomia e a flexibilidade para o usuário, que pode utilizar serviços e aproveitar as ofertas de diferentes instituições financeiras sem necessidade de se tornar correntista. "Para os bancos, a credencial traz informações que permitem conhecer melhor o cliente e, assim, oferecer a ele produtos personalizados", conclui Marino.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
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Banco Guayaquil implanta serviços sobre a plataforma IBM Blockchain

Solução permite aos clientes, no programa de fidelidade, trocar pontos por voos, reservas de hotéis, veículos e fazer compras de outros produtos por meio da rede

 

O Banco Guayaquil – que detém a maior rede financeira do Equador - e a IBM anunciaram uma solução construída na plataforma IBM Blockchain que permite aos clientes do banco trocar pontos por voos, reservas de hotéis, veículos e compras de outros produtos por meio da rede. O programa já está disponível para todos os clientes do Banco, que, acessando o site, podem usufruir desses benefícios.

A solução de Blockchain busca fornecer aos clientes dos bancos mais facilidades, criando uma rede de transações que permite registro em tempo real de todas as trocas de pontos em seu programa de fidelidade, com uma fonte exclusiva de informações digitais, tanto para empresas que oferecem os benefícios como para os clientes finais.

"Nossos clientes estão cada vez mais usando ferramentas digitais, como o nosso banco virtual e aplicativo para transações bancárias", diz Juan Luis Reca, vice-presidente de tecnologia do Banco Guayaquil. “A incorporação do Blockchain ao nosso programa de pontos digitais garante que, toda vez que uma transação seja feita, os pontos sejam registrados para consumo e não haja dúvidas para o cliente ou para os membros dos estabelecimentos da rede sobre as trocas realizadas. A rede permite que todos tenham conhecimento das informações em tempo real, digitalmente e documentadas pelo Blockchain”, acrescenta.

A YouTravel (agência de viagens focada em voos, hotéis, carros e pacotes turísticos) e a Promotic (empresa de comércio eletrônico) são algumas das parceiras que fazem parte do programa. Cada troca de pontos é armazenada digitalmente na rede e o Banco Guayaquil, assim como as empresas associadas, pode acessar as informações em tempo real e monitorar quantos pontos foram trocados, quantos pontos cada cliente tem ainda, qual foi a empresa que trocou os pontos, entre outros dados.

“O Banco Guayaquil realiza milhares de transações por dia. Com a tecnologia Blockchain da IBM baseada no IBM Public Cloud, o banco pretende trabalhar com o ecossistema de varejo no Equador e criar um programa de pontos digitais em todo o país”, diz Daniel Juarez Dappe, gerente de nuvem e cognitive da IBM Equador. "A solução foi projetada para ajudar a reduzir fraudes, erros e a demora de cada transação de troca de pontos, além de melhorar o gerenciamento de transações, reduzindo custos", completa.

O trabalho entre o Banco Guayaquil e a IBM foi realizado por meio da IBM Garage, experiência de cocriação que ajuda empresas de todos os setores e tamanhos a identificar problemas de negócios, bem como a melhor solução tecnológica que pode ajudar a resolvê-los. A metodologia IBM Garage impulsiona a inovação através do uso da cloud pública da IBM, uma plataforma em nuvem com mais de 130 serviços, como Inteligência Artificial, Internet das Coisas, Blockchain, computação quântica e DevOps.

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