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CIP e R3 firmam parceria para a primeira rede blockchain do sistema financeiro no País

Iniciativa torna disponível a arquitetura Corda, permitindo o compartilhamento de informações entre as instituições parceiras, com proteção dos dados

 

A CIP - Câmara Interbancária de Pagamentos e a R3, empresa especializada no desenvolvimento de blockchain corporativo, firmaram parceria para a Rede Blockchain do Sistema Financeiro Nacional (RBSFN), que foi anunciada durante o CIAB Febraban de 2019.

A iniciativa, implementada pela CIP e pela Febraban, é a primeira rede de blockchain do setor no Brasil. Ela permite o compartilhamento de informações entre as instituições parceiras, com proteção dos dados.

Com a nova parceria, a rede passa a implantar também a arquitetura do Corda, criada pela R3, em 2017, e que já conta com mais de 300 entidades participantes de seu ecossistema, incluindo bancos, seguradoras, corporações, empresas de tecnologia e reguladores de todo o mundo.

"Com o Corda R3 ampliamos as opções para os participantes da RBSFN, fornecendo opções de plataformas adequadas a cada modelo de negócio e caso de uso. Futuramente forneceremos a interoperabilidade entre plataformas. Acreditamos que será uma parceria de sucesso e que agregará muito valor ao sistema financeiro", afirma Joaquim Kavakama, Superintendente Geral da CIP.

O Diretor Geral da R3 no Brasil, Keiji Sakai, acredita que a parceria representa uma grande oportunidade para que instituições financeiras que já utilizam o Corda possam implementar soluções em uma rede já consolidada com maior agilidade e segurança.

"Por sua arquitetura única, que garante privacidade em ambientes de ledger distribuído, acreditamos que o Corda se encaixa perfeitamente nos casos de uso em que a confidencialidade das informações é o principal requisito", afirma. "Para nós, é um grande privilégio contribuir com a experiência global que a R3 tem no mercado financeiro, junto aos projetos da CIP e Febraban”, completa.

Atendimento a requisitos da área financeira

A plataforma Corda foi construída seguindo os requisitos de segurança, privacidade e escalabilidade definidos pelas instituições financeiras que fizeram parte do consórcio original da R3.

Considerado como a Terceira Geração de plataformas Blockchain, ao contrário das tecnologias blockchain tradicionais onde os dados são compartilhados para todos os participantes, o Corda foi concebido para que os dados das transações entre as partes sejam totalmente privados, ou seja, não distribuídos para os outros nós da rede.

"A privacidade e segurança das informações, aliadas à interoperabilidade de aplicações em sua rede, tornaram o Corda uma escolha natural para instituições financeiras, seguradoras e infraestruturas de mercado financeiro como a CIP, para os casos de uso onde a confidencialidade das informações é crítica para a operação" explica Sakai.

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IBM aponta cinco tendências que moldarão o Blockchain em 2020

Estudo aborda aspectos críticos do Blockchain, como modelos de governança, interconectividade, integração de tecnologias como IoT, 5G e IA, além da segurança e transparência

 

O ano de 2019 foi decisivo para o Blockchain. A tecnologia foi expandida para incluir organizações que trabalham juntas e, assim, converter rapidamente seu valor em resultados de negócios tangíveis para todo o ecossistema. Mas o que podemos esperar para 2020?

O IBM Institute of Business Value (IBV), por meio do seu Estudo de Economia Blockchain de 2019, conduziu entrevistas com mais de 1.000 pessoas de negócios e tecnologia, e reuniu os cinco principais temas para 2020:

1.Surgirão modelos de governança pragmáticos

Com a maior adoção do Blockchain se aproximando, a governança se tornará um fator chave. No entanto, a criação de um modelo de governança com o qual todos os participantes concordem pode ser um desafio. De fato, foi visto que 41% das organizações acreditam que a falta de padrões uniformes de governança entre parceiros é o desafio mais importante para avançar sua Prova do Conceito (PoC) de Blockchain ou Ecossistema Mínimo Viável (MVE).

Em 2020, começaremos a ver novos modelos de governança que permitem que grandes e variados consórcios tratem da tomada de decisões, permitam esquemas e até pagamentos com mais eficiência.

2. A interconectividade está um passo mais perto da realidade

O sucesso do Blockchain depende da colaboração de várias partes. Mas, com o potencial de dezenas, centenas ou até milhares de participantes em uma rede, não podemos esperar que cada parte de uma rede use o mesmo provedor ou incorpore um novo ambiente de computação para um único aplicativo. Mesmo assim existe uma necessidade excepcional das empresas de compartilhar dados sem problemas.

Portanto, não é possível pensar em Blockchain sem a nuvem. Aliás, sem o uso de uma nuvem que seja híbrida e multicloud, o que permite a todos os atores da cadeia selecionar a plataforma Blockchain sem depender da infraestrutura na qual seus dados estão hospedados. Hoje, IBM Blockchain está aberta e disponível em qualquer lugar. Blockchain deve permitir a facilidade de utilização de tudo o que as empresas necessitam, em ambientes híbridos de nuvem, multicloud e locais; e, desta forma, fazer com que a tecnologia permita a transformação das empresas e indústrias.

3. Outras tecnologias serão combinadas com Blockchain para criar uma vantagem competitiva ainda maior

Agora que as soluções Blockchain estão capturando milhões de pontos de dados e fazendo sentir sua presença em todo o mundo, elas estão abrindo a porta para novas capacidades. Tecnologias adjacentes como Internet das Coisas (IoT), 5G, Inteligência Artificial (IA) e Edge Computing, para citar algumas, irão combinar-se com Blockchain para gerar valor agregado para os participantes da rede. Por exemplo, espera-se que as soluções Blockchain se combinem com Internet das Coisas e IA para se tornarem os principais aceleradores dos mercados habilitados para Blockchain no futuro.

Desta forma, os dados mais confiáveis de Blockchain irão informar melhor e fortalecer os algoritmos. Blockchain ajudará a manter esses dados seguros e auditará cada etapa do processo de tomada de decisão, permitindo uma visão mais precisa, impulsionada pelos dados confiados pelos participantes da rede.

4. As ferramentas de validação começarão a combater fontes de dados fraudulentas

De acordo com o estudo, 88% das instituições acreditam que garantir padrões de comunicação de dados para as redes Blockchain é um fator importante para que toda a indústria se junte a uma rede Blockchain. Sendo assim, não há dúvida de que confiança e transparência são essenciais, mas em um mundo onde os dados são coletados e transferidos mais rápido do que nunca, entende-se que haverá inconsistências nesses dados, seja devido a erro humano, seja por causa de pessoas mal-intencionadas.

Com a necessidade de mais mecanismos de proteção de dados, este ano as soluções de Blockchain usarão ferramentas de validação junto com os mecanismos de criptografia e IoT, que ligam os ativos digitais ao mundo físico injetando dados externos nas redes. Isto melhorará a confiança e eliminará a dependência da inserção manual de dados, que muitas vezes são propensas a erros e fraudes.

5. As moedas digitais regulamentadas continuarão a avançar

Tokens, moedas digitais e moedas digitais respaldadas pelo Banco Central têm sido um tema de crescente interesse para os mercados de capitais. Tokenizar ativos e títulos, convertendo-os em fichas digitais e depois negociar, trocar e resolver a custódia desses ativos digitais está transformando a eficiência, segurança e produtividade dos mercados de capitais. De fato, 58% das organizações pesquisadas concordam que podem obter novas fontes de receita ao tolkenizarem os ativos trocados em um mercado habilitado para Blockchain.

Além disso, novas organizações e regulações foram implementadas para facilitar a criação, gestão, comercialização e liquidação de tais fichas digitais e moedas.

Embora passar tempo antecipando o futuro desta tecnologia inovadora seja extremamente emocionante, reconhecemos que estão continuamente entrando no mercado novas dinâmicas que podem desafiar estas tendências como as vemos hoje. No entanto, uma coisa é certa: Blockchain continuará a romper, transformar e melhorar o mundo em que vivemos. 

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CPQD cria solução de identidade digital descentralizada compatível com Blockchain Corda

Solução permite que o cliente tenha controle total sobre seus dados e acesso facilitado a serviços financeiros

 

O CPQD anunciou no final de janeiro a conclusão da prova de conceito do FinID - Sistema de Identidade Digital Descentralizada. Durante o desenvolvimento do projeto, a instituição contou com o apoio de um grupo de profissionais formado por especialistas do Banco Central e da R3, empresa especializada no desenvolvimento de Blockchain corporativo, como parceira tecnológica.

O FinID é um dos projetos selecionados pelo LIFT (Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas) do Banco Central e, segundo o gestor de soluções Blockchain do CPQD, José Reynaldo Formigoni Filho, a participação da R3 foi fundamental para que a solução fosse criada de modo compatível para integração à plataforma Corda, que é o protocolo DLT (Distributed Ledger Technology) mais utilizado atualmente pelo setor financeiro. "A identidade digital descentralizada é composta por várias credenciais eletrônicas emitidas por diferentes agentes que fazem parte de uma rede Blockchain", explica.

O conceito de identidade digital descentralizada cria uma camada segura de pessoas físicas, pessoas jurídicas e coisas, colocando o cliente no controle dos próprios dados e facilitando o acesso à contratação de serviços financeiros por meio de uma identidade única e portável. "O uso do Corda vai garantir a proteção e a privacidade destes dados, que vão desde informações cadastrais até comprovantes de depósito e operações de crédito", explica Nayan Hanashiro, diretor de Parcerias da R3.

O líder técnico em Blockchain do CPQD, Fernando Marino, ressalta que a inovação desse projeto está na criação de uma camada de identidade digital financeira única e descentralizada, que vai desburocratizar o processo de criação de contas, autenticação por meios digitais e criar uma nova forma de inicialização de pagamentos diretamente de pessoa para pessoa na camada de identidade.

"Essa abordagem permite que os clientes controlem suas identidades, seus relacionamentos com instituições financeiras e decidam o que, quando e com quem compartilhar essas informações por meio de open banking", explica, lembrando que, no sistema atual, o usuário tem uma identidade digital para cada instituição financeira com a qual tem relacionamento.

Com a identidade digital descentralizada, estes dados pessoais ficam de posse do usuário, que pode apresentá-los a outras instituições financeiras com as quais não se relaciona mas que têm uma oferta do seu interesse. "Funciona como um passaporte que ele pode usar em vários bancos. Todos os identificadores vão sendo somados e armazenados nessa credencial", compara Marino.

Entre as vantagens, ele destaca a redução da burocracia, a facilidade de atualização das informações (que só precisa ser feita em um lugar) e, principalmente, a autonomia e a flexibilidade para o usuário, que pode utilizar serviços e aproveitar as ofertas de diferentes instituições financeiras sem necessidade de se tornar correntista. "Para os bancos, a credencial traz informações que permitem conhecer melhor o cliente e, assim, oferecer a ele produtos personalizados", conclui Marino.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
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