Menu

Colaboração em nuvem e home office no enfrentamento da crise

O trabalho colaborativo em cloud permite a troca de informações em tempo real e propicia ganhos de mobilidade, simplificação de processos e investimento baixo para implementação do sistema

 

O trabalho remoto, ou home office, por muito tempo sofreu muito com a desconfiança dos empresários, que não acreditavam na funcionalidade dessa alternativa. Contudo, com a necessidade de isolamento social gerada pelo novo coronavírus, esse regime se tornou imprescindível.

Como todos já sabem, esse é o modelo de trabalho feito a distância, propiciando diversas vantagens para as empresas e seus funcionários. Pode ser executado de casa, em campo ou de outra cidade, gerando crescimento pessoal e profissional. Aumenta a qualidade de vida e melhora o engajamento da equipe. Já para a empresa, reduz custos, agiliza processos e ajuda na retenção de colaboradores.

"O que vemos agora é que a utilização do trabalho remoto se deu por uma emergência, e grande parte das empresas não estavam preparadas para isso. Isso causou uma dificuldade inicial, por não existirem políticas clara nas organizações. Mas, com certeza, essa emergência mudará o mundo do trabalho, fazendo com que esse modelo se torne muito mais aceito pelos empresários", explica a CoFounder da Witec IT, Carol Lagoa.

A especialista explica que, para que o trabalho remoto seja efetivado de forma eficaz e segura, é necessário utilizar as ferramentas corretas para uma boa colaboração em nuvem. "Talvez as pessoas não tenham se dado conta, mas já utilizamos algumas das ferramentas com esse tipo de serviço no nosso cotidiano como, por exemplo, Dropbox, Microsoft Azure ou One Drive", alerta.

A colaboração em nuvem torna possível a troca de informações em tempo real. Um único documento pode ser organizado por várias pessoas com segurança e alta performance, independentemente de onde estão geograficamente. Além disso, fatores como ganho de mobilidade, simplificação de processos e investimento baixo para implementação do sistema são pontos importantes, principalmente para pequenas e médias empresas.

Carol Lagoa ressalta alguns pontos importantes em relação ao tema:

o Segurança ampliada: existe uma série de fatores que tornam os sistemas de gestão na nuvem extremamente seguros. As chances de invasões ou perdas são muito baixas porque são utilizados padrões internacionais de segurança, como SSL, criptografia avançada, ISO. dentre outros;

o Ganho de mobilidade: você pode acessar os seus dados de qualquer lugar e de qualquer dispositivo;

o Simplificação de processos: otimização de serviços e demandas internas, plataformas centralizadas, ferramentas escaláveis e monitoramento automático aumentam a performance do negócio;

o Atualizações constantes: por dispensar a necessidade de uma equipe de TI para realizar manutenção e atualizações, a gestão na nuvem se torna uma ótima opção para pequenas e médias empresas. As atualizações do sistema são distribuídas de maneira acessível e simplificada;

o Melhoria na produtividade: manter a gestão online pode melhorar a comunicação e a produtividade interna. Com esta tecnologia, as informações podem ser compartilhadas em tempo real, um único documento pode ser organizado por várias pessoas com segurança e alta performance, independentemente de onde estejam geograficamente;

o Investimento baixo: comparada aos custos de um sistema tradicional, a gestão na nuvem demanda menos investimento tanto na implementação quanto na manutenção.

"Diante do cenário atual, várias empresas se mobilizaram para tornar o trabalho remoto e a colaboração em nuvem uma realidade como medida protetiva contra a transmissão do Covid-19. Vale lembrar que, durante esse momento de implementação de sistema, é muito importante considerar as questões de segurança para que não haja prejuízos a longo prazo", finaliza a CoFounder da Witec, que relata um crescimento considerável na procura de soluções na área.

Leia mais ...

Veritas: globalmente, mais de 70% das empresas desejam executar maioria das aplicações na nuvem

No Brasil, 58% das companhias dizem já ter a infraestrutura de TI com uma divisão uniforme entre nuvem pública e data center

 

As empresas estão acelerando a movimentação para a nuvem. É o que aponta o estudo "A Verdade na Nuvem", divulgado pela Veritas Technologies, provedora global de soluções para proteção de dados corporativos e de infraestrutura definida por software. A pesquisa aponta que 47% dos entrevistados caracterizam o estado atual da infraestrutura de sua empresa como uma divisão uniforme entre nuvem pública e data center. Se levarmos em conta apenas o Brasil, o número é ainda maior: 58%. E o cenário futuro é bastante promissor: mais de 70% gostariam de executar a maioria ou todos os seus aplicativos na infraestrutura de nuvem pública - entre os brasileiros, o número é de 68%, bem parecido com a média global.

Em parceria com a Cascade Insights, a Veritas ouviu 1.645 arquitetos e administradores de nuvem de 15 países para entender suas opiniões e visões sobre a infraestrutura de backup, além de suas ideias sobre o futuro da proteção de dados na nuvem. O resultado do estudo aponta que a nuvem como facilitadora dos negócios digitais modernos é o principal impulsionador dessa aceleração.

A natureza cada vez mais distribuída dos sistemas de TI é um dos principais motivos pelos quais muitas empresas estão aumentando o investimento na tecnologia usada para protegê-las e garantir sua segurança. No Brasil, 56% das empresas alocaram verba em novas soluções para lidar com a proteção de dados em nuvem nos próximos 12 meses.

Embora o resultado seja positivo, ainda assim é menor do que a média global: de acordo com a pesquisa, 70% afirmam destinarem verba com esse propósito, e a maioria ainda espera que seu orçamento para backup e recuperação de dados aumente substancialmente nos próximos três anos.

Além disso, no Brasil, mais de 38% das companhias usam soluções de terceiros para fazer o backup de dados hospedados na nuvem - menos que a média global de 50%. No entanto, onde os entrevistados são responsáveis tanto pelos workloads on-premise quanto pelos baseados na nuvem, quase metade prefere fazê-lo com uma única solução de backup.

"À medida que a dependência da nuvem aumenta, as organizações precisam empregar estratégias de gerenciamento de dados e investimentos mais robustos, mas flexíveis o suficiente para ajudar na transformação, ao mesmo tempo em que mitigam riscos", explica Gustavo Leite, Country Manager da Veritas Brasil.

Aceleração de iniciativas

Para a Veritas, conforme há uma aceleração da iniciativa das empresas em relação à transformação em nuvem, também aumenta a confiança das companhias naquela fornecedora. A empresa registrou um crescimento de quatro vezes na quantidade de dados passando de ambientes on-premise para as duas principais nuvens públicas. Isso sem contar o enorme aumento no número de workloads do NetBackup™ que foram movidos para a nuvem no mesmo período.

"Nossos clientes estão escolhendo predominantemente a nuvem para novas cargas de trabalho e implementações avançadas. Hoje, muitas organizações se beneficiam da orquestração de recuperação de desastres, proteção de dados na nuvem e ambientes híbridos on-premise e na nuvem", afirma Deepak Mohan, vice-presidente executivo de proteção e compliance de dados corporativos da Veritas. "Nossa plataforma integrada Enterprise Data Services facilita a extensão da proteção de nível corporativo do on-premise para a nuvem e garante que os dados estejam sempre disponíveis, em conformidade e seguros", finaliza.

Leia mais ...

Cinco dicas para grandes empresas extraírem o melhor da nuvem

Adriano Filadoro, diretor-presidente da Online Data Cloud, revela que muitas empresas gigantes estão ‘penando’ para compreender o que se passa na nuvem

Dados da IDC (International Data Corporation) preveem que os gastos globais em serviços e infraestrutura de nuvem compartilhada vão saltar de US﹩ 229 bilhões em 2019 para algo em torno de US﹩ 500 bilhões em 2023. Esse aumento vultoso pode ser explicado principalmente pelo fato de que cresce cada dia mais o número de grandes empresas - sejam de telecomunicações, serviços, varejo e bancos - que estão deixando de hospedar tudo internamente e investindo em Software como Serviço (SaaS), Infraestrutura como Serviço (IaaS) e Plataforma como Serviço (PaaS).

Na opinião de Adriano Filadoro, especialista em nuvem e diretor-presidente da Online Data Cloud , as empresas continuamente movem aplicativos, gerenciam sistemas e armazenam arquivos na nuvem. "Trata-se de uma transformação no mundo dos negócios que exige uma rápida adaptação das empresas para melhorar desempenho e inovar constantemente. Caso contrário, perdem competitividade. Os gastos com SaaS têm sido dominados pelas compras por aplicativos. Já os investimentos em IaaS são compostos principalmente por servidores e dispositivos de armazenamento. É a categoria de gastos em nuvem que mais cresce".

Filadoro observa que o maior problema enfrentado por grandes corporações é a insegurança sobre o controle das informações. "Depois de definir quais serviços devem migrar para a nuvem (e-mails, mailings de clientes e prospects, servidor de arquivos, servidor web, sistema contábil, arquivos de recursos humanos, ou qualquer outro software) é necessário selecionar o provedor de nuvem ideal - tarefa nada fácil. Deve-se ter em mente três componentes principais: confiabilidade, integração e controle".

A seguir, o especialista aponta cinco dicas para grandes empresas se sentirem menos vulneráveis ao migrar para uma ou mais nuvens:

• Antes de contratar, compreender bem o que cada provedor de nuvem oferece. "Cada fornecedor de nuvem oferece uma gama enorme de serviços de armazenamento, para vários tipos de uso, com requisitos de custo e expectativas de desempenho. Não é tarefa fácil comparar o que oferecem. Mas é fundamental. A boa notícia é que esse problema pode ser solucionado terceirizando a gestão das nuvens com empresas especializadas. Vale ressaltar que os fornecedores tendem a estruturar seus encargos em níveis de preços. Enquanto alguns oferecem taxas mais baixas em níveis mais altos de consumo de recursos, outros podem fazer  uma escolha melhor quando seus requisitos de capacidade são baixos. Por isso, quem não terceiriza com um especialista a gestão da nuvem deve se debruçar sobre o assunto antes e durante a contratação de um provedor. Afinal, o que importa é ter um negócio ágil, estável e seguro."

• Considerar o uso de múltiplas nuvens. "O uso de múltiplas nuvens representa maior flexibilidade, inovação e inclusive conformidade regulatória. Ambientes multicloud são a solução ideal para melhorar índices como agilidade, eficiência e economia de custos. Apesar dos desafios, o fato de poder utilizar nuvens com tecnologias e características diferentes oferece ótima perspectiva, já que a proposta é não ficar preso a um único fornecedor, pagando às vezes por espaços e serviços que quase nunca se utiliza. O papel do gestor de nuvens é justamente identificar as necessidades e os temores das grandes empresas, investindo em provedores especializados em funções específicas. Saber lidar com a integração entre os vários componentes de tecnologia dos fornecedores pode ser o X da questão."

• Jamais negligenciar a segurança. "Dizem que nada, em tecnologia, é 100% inviolável. Mas é preciso chegar perto disso. As violações de segurança podem ser um dreno muito oneroso no tempo, além de representarem um risco enorme para os negócios - podendo prejudicar indiretamente toda a base de clientes e levar à perda total de vantagem competitiva e reputação. Sendo assim, mais do que negociar preço com um fornecedor de nuvem, é necessário exigir altos padrões de segurança e proteção. Sendo assim, antes de contratar um ou mais provedores, a empresa deve se aprofundar nos detalhes de segurança oferecidos por cada um deles - evitando a todo custo proteção parcial ou mínima."

• Determinar quem controla o quê. "Muitas empresas temem perder o controle sobre os dados, aumentando a dependência dos fornecedores de nuvem. Outras, uma vez realizada a migração, imaginam que terceirizaram toda responsabilidade. Mas, é preciso deixar claro que o nível de responsabilidade é determinado pelo modelo de serviço em nuvem que o provedor está fornecendo. O provedor de IaaS em nuvem geralmente assume a responsabilidade de gerenciar e proteger a camada de infraestrutura. A empresa ainda é proprietária do gerenciamento e da proteção da pilha de aplicativos, da camada do aplicativo e da camada do usuário. Mas a segurança é uma responsabilidade compartilhada entre o fornecedor e a empresa. Já no modelo PaaS, o provedor de serviços em nuvem aumenta a pilha e assume ainda mais responsabilidades - embora a empresa possua a segurança do próprio aplicativo. Por fim, no modelo SaaS, a empresa terceiriza todo o gerenciamento e a segurança da tecnologia para o provedor de serviços, ficando sob seu encargo apenas a administração e o gerenciamento de contas dos IDs (identificações). A maioria das empresas acaba combinando dois ou mais modelos de serviços. Sendo assim, é fundamental estabelecer com clareza quem é responsável pelo gerenciamento e proteção dos dados."

• Desenvolver uma estratégia de longo prazo. "Não dá para negar que as empresas, quando contratam hospedagem multicloud, já têm necessidades represadas há muito tempo e precisam resolver esses gargalos imediatamente. Sendo assim, é de se esperar que a tecnologia em nuvem atenda às necessidades imediatas. Mas, para que ela seja bem-sucedida, é importante haver flexibilidade o suficiente para responder às necessidades de negócios em evolução, contemplando a criação de um plano estratégico e de um roteiro que contribua para alcançar os objetivos estabelecidos dentro do prazo e custo previsto. Parte desse processo deve ser o planejamento e a identificação de futuras necessidades de TI."

 

Leia mais ...
Assinar este feed RSS

Finanças

TI

Canais

Executivos Financeiros

EF nas Redes