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Cultura dos brasileiros favorece a digitalização das operações bancárias

Cultura dos brasileiros favorece a digitalização das operações bancárias

Mobilidade é o segundo passo após a adoção generalizada do Internet banking

De ano para ano, a digitalização acelerada do atendimento bancário tem se traduzido diretamente em um verdadeiro “boom” nos volumes de transações “on-line”. E a perspectiva é que esta tendência se fortaleça ainda mais, impulsionada, em particular, pelo Mobile banking. No plano da cultura, a abertura dos brasileiros ao uso de canais virtuais vem tendo, inequivocamente, papel decisivo neste processo de mudança de hábitos.

De acordo com os dados da mais recente Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, a Internet e o Mobile banking responderam por quase a metade das transações realizadas já em 2013, com uma parcela de 47%. E o volume de transações especificamente via mobilidade elevou-se, em média, 270% ao ano, entre 2009 e 2013, a maior taxa anual entre todos os canais.

“Não há dúvida quanto à tendência a um crescente aumento das transações ‘on-line’ no Brasil – e considero a utilização de sistemas móveis como um segundo passo na adoção, pelos clientes, do chamado Internet banking”, comenta Marcelo Leite, diretor de Portfólio de Produtos da BT (British Telecom) para a América Latina.

O entrevistado menciona, a propósito, um estudo da Cisco divulgado em fevereiro, que consultou 7,2 mil clientes bancários em 12 países (http://newsroom.cisco.com/press-release-content?type=webcontent&articleId=1593046), mostrando justamente que os brasileiros são os mais dispostos a empregar aplicativos que “virtualizam” o seu banco.

Em nosso país, conforme constatou o levantamento, 93% dos respondentes movimentariam dinheiro por meio de um ou mais dos cinco principais serviços analisados (consultoria virtual de crédito imobiliário, consultoria financeira virtual, aconselhamentos automatizados, reconhecimento dos clientes nas agências e pagamento móvel), em comparação com a média de 61% registrada nos países de economia mais madura.

É sabido, afirma o especialista, que nossos bancos são avançados em termos de tecnologia e que há anos já vinham testando, por exemplo, métodos de pagamento por sistemas móveis. “O que acontece é que, pela própria natureza das transações bancárias, é necessário bastante cuidado antes de implementar uma nova aplicação, no sentido de garantir a segurança e disponibilidade em face de um número muito grande de clientes”, ressalva ele.

De resto, complementa Leite, cabe entender também que, ao se falar de “bancos brasileiros”, não se está fazendo referência a uma massa homogênea: “Como nos demais setores, as empresas não se desenvolvem tecnologicamente no mesmo ritmo”.

De seu lado, Marcos Mandarano, sales specialist da BT Global Services, pondera que existe uma enorme diferença entre incentivar a mobilidade em um cenário corporativo – em que se busca obter vantagens na produtividade dos funcionários –, e construir sistemas móveis envolvendo um banco e seus clientes.

“Em meio às instituições financeiras, o ponto chave é a segurança dos sistemas, que são acessados por um público do qual não se tem controle, diferentemente do que acontece com o que poderíamos chamar de ‘mobilidade corporativa’”, salienta ele.

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