21/03/2007 - Cobertura Online: Bacen adere a sistema de análise de risco
A tecnologia da informação está sendo utilizada por instituições governamentais, como o Banco Central, para customizar tempo e recursos na fiscalização de instituições financeiras. O tema foi abordado em palestra ministrada por Paula Cristina Seixas de Oliveira, chefe da Divisão de Monitoramento de Risco do Mercado Aberto do Bacen.
O Sistema de Monitoramento de Mercado, que passará a tuar em agosto e é alimentado desde a semana passada pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia da Bovespa, visa tornar o processo de análise de risco das instituições por meio do monitoramento da liquidez mais rápido e eficiente, centralizando informações numa única base de dados.
A solução foi desenvolvida em Java e está armazenada em BD2, baixa plataforma. O sistema faz cálculos e evidencia alterações de comportamento das financeiras, além de permitir a realização de análises de tendências de cada empresa e do mercado.
Antes do aplicativo, o Bacen recebia as informações de carteira de ações por meio de um balancete enviado pelas empresas, o que atrasava o processo de análise em cerca de um mês. “Há pouco tempo, informações das carteiras de títulos públicos das companhias era o suficiente, mas hoje a carteira de ativos vem crescendo muito dentro das instituições, o que nos fez repensar o modelo pelo qual recolhíamos os dados”, afirma Paula Cristina.
Desde outubro do ano passado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizou que as informações das entidades, antes passadas para esse órgão intermediador, fossem transmitidas diretamente para o Bacen.
Por Ana Carolina Cortez
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