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22/03/2007 - Cobertura Online: Mobilidade é o futuro

Em palestra proferia ontem (21/3), durante o Seminário TI e o Mercado de Capitais, sobre a influência da Tecnologia da Informação na maneira como o investidor realiza seus negócios, Rodrigo Bolton, gerente de Produtos e Mercados da Agência Estado, enfatizou que a maior contribuição da tecnologia foi auxiliar o investidor a se transformar de agente ativo para interativo.

Em 1996, com o surgimento do protocolo TCP/IP, a Internet se difundiu e, um ano depois, a Bovespa criou o primeiro sistema de negociações eletrônico, acessado por qualquer computador remoto no mundo todo.

Dez anos após a criação do padrão de distribuição de informações, a bolsa paulista lançou o pregão eletrônico, ocasião em que as ordens de negócios, efetuadas somente por telefone até então, passaram a ser feitas por meio de simples clicks no mouse.

Segundo o executivo da agência, uma das principais disseminadoras do modelo de mídia online na oferta de notícias ao mercado, a possibilidade de se tornar um home broker, a partir de 1999, demonstrou uma mudança fundamental e irreversível do mercado de capitais, conseqüência também da convergência de redes: qualquer pessoa física passou a ser inserida no ambiente de negociação de ações. Com essa facilidade, mais empresas puderam entrar no mercado, sites voltados exclusivamente para gestores de relacionamento com investidores foram criados e usuários passaram a negociar com mais eficácia, em qualquer momento, até durante o horário de trabalho.

Segundo Bolton, a próxima revolução é a mobilidade. “Daqui a pouco a negociação via aparelho de telefonia móvel será melhor disseminada”. Com isso, a tendência das informações será a concisão e o aumento significativo de volume de transmissão. Consequentemente, haverá mais ordens de negócios, mais movimentações financeiras e o principal: mais rendimentos ao mercado.

Por Ana Carolina Cortez

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