22/03/2007 - Cobertura Online: Tecnologia eleva potencial de negociações de pequenos investidores
“Somente com o avanço da Tecnologia da Informação e o surgimento de diferentes ferramentas, que resultaram na criação do home broker, o pequeno investidor passou a ter efetivo acesso ao mercado de capitais”, afirmou Fábio Bergamasco, analista de negócios da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) esta manhã (22/03), durante o último dia do Seminário de TI e Mercado de Capitais, uma promoção da revista Executivos Financeiros.
O analista explicou que antes deste evento fundamental para o mercado de ações, o investidor não-institucional só podia atuar em fontes básicas de renda, como poupança e fundos. O surgimento das ferramentas de home broker, portanto, foram as portas de entrada para esse personagem num ambiente de negócios mais rentável.
O cenário econômico do País também tem contribuído com o desencadeamento desse processo. As baixas taxas de inflação e de juros fazem com que as empresas procurem cada vez mais por financiamento. O investidor, por sua vez, passa a recorrer ao mercado de capitais, mais lucrativo. Segundo o analista da CVM, em janeiro (última divulgação dos dados), 27,61% do volume financeiro de negócios foram financiados por pessoas físicas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
A média diária de volume de operações na Bolsa realizadas por home brokers é de R$ 508,867 milhões. O número desses investidores com ofertas registradas, em janeiro, foi calculado em 95,544 mil, recorde histórico.
As perspectivas para a consolidação desse tipo de investidor são altas, mas a regulamentação para as corretoras deve sofrer ainda algumas alterações para facilitar ainda mais o ingresso de home brokers no mercado de capitais. “O investidor deve ser cercado por informações e educação financeira para que seja, eventualmente, mais independente em seus negócios”.
Por Ana Carolina Cortez
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