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Mobile banking já responde por 34% das transações no Brasil

Mobile banking já responde por 34% das transações no Brasil

Segundo a Febraban, o canal suportou mais de 20 bilhões de operações em 2016, crescendo 96% e superando com isso o Internet banking

Os brasileiros são fãs do Mobile banking, que já é o canal preferido para fazer operações financeiras, respondendo por um terço do total das transações, mais de 20 bilhões de operações em 2016. Pela pesquisa de Tecnologia Bancária 2017 divulgada nesta semana pela Febraban, o resultado apresenta crescimento de 96% em relação aos dados de 2015.

Pela primeira vez, o canal superou o Internet banking (23%). Quando se compara o volume de operações com movimentação financeira, o avanço do canal é ainda mais expressivo: aumento de 140% em 2016, saltando de 500 milhões para 1,2 bilhão. Nos últimos três anos, o volume quadruplicou, como mostra a série histórica. “A confiança no Mobile banking é cada vez maior e se consolidou por oferecer segurança e praticidade”, diz Gustavo Fosse, diretor setorial de tecnologia e automação bancária da instituição.

Juntos, Internet e Mobile respondem por 57% do total das movimentações financeiras. Em relação aos canais digitais, a queda no uso do Internet banking não se refletiu na representatividade das transações financeiras, que foi mantida.

Apesar da economia em retração, o produto bancário foi fortemente procurado pelos clientes. Em relação ao total de transações, observa-se aumento de 17%, segundo maior nos últimos seis anos, o que significa mais 9,3 bilhões de operações entre 2015 e 2016, totalizando 65 bilhões. “Os investimentos praticamente se mantiveram no ano passado. É claro o foco em inovação e tecnologias disruptivas”, destaca Fosse.

Canais tradicionais X digitais

O avanço dos canais digitais já é uma realidade, com crescimento de 27% – com destaque para o Mobile banking –, refletindo a transformação digital que promete revolucionar o setor financeiro. Apesar dessa movimentação, o estudo mostra que a digitalização ainda não produziu grande impacto no total de agências, que praticamente se manteve, segundo dados do Banco Central. No final do ano passado, 23,4 mil agências físicas funcionavam no País, ante 22,9 mil em 2015.

O estudo aponta uma tendência de ajustes e correções da oferta do serviço para algumas regiões. Segundo Fosse, o canal está se readequando e redefinindo seu papel: “Há uma mudança no perfil de utilização, pois o cliente que vai à agência busca consultoria financeira. Para atender às atuais demandas dos clientes, é necessário um novo perfil de funcionários”.

Os outros canais de atendimento também mantiveram sua importância no atendimento aos clientes. O total de transações em agências bancárias, ATMs, correspondentes e contact centers foi de 33% do total, com os POS respondendo por 10%.

Houve aumento das transações nos correspondentes bancários, de 3,2 bilhões de transações em 2015 para 5,1 bilhões no ano passado. Considerando as operações com movimentação financeira, o total de transações nos POS caiu de 7,8 bilhões em 2015 para 6,6 bilhões no ano passado, reflexo da queda das vendas do varejo.

Os postos de atendimento bancário e de atendimento eletrônico registraram alta de 6%, totalizando perto de 50 mil. A região Sul foi a que apresentou o maior crescimento, de uma participação de 18% para 21% em 2016.

Transações móveis

O aumento da confiança e a facilidade de concluir a operação em alguns cliques estimulam o uso do Mobile banking. O estudo apontou que três tipos de transações são as mais realizadas pelo canal: consulta de saldos – campeã, com mais de 17 bilhões no ano passado –, transferências bancárias, DOCs e TEDs (com mais de 500 milhões) e pagamento de contas (468 milhões). Em comparação a 2015, observa-se uma explosão de transferências pelo celular, com crescimento superior a 700%, quando o total correspondia a 60 milhões.

Segundo a pesquisa, dos 42 milhões de contas com Mobile banking, 9,5 milhões são considerados heavy users porque fazem mais de 80% das operações pelo smartphone. “Há um grande potencial de crescimento com o avanço das contas digitais”, explica o diretor de tecnologia. Do universo que soma perto de 1 milhão de contas, a Febraban estima que o total de contas 100% digitais seja superior a 3 milhões até o final deste ano.

A virtualização dos serviços bancários exige cada vez mais investimentos por parte da indústria financeira. “Os dados mostram que os bancos brasileiros mantêm-se na vanguarda tecnológica global, buscando oferecer produtos e serviços focados na experiência do cliente”, afirma Paschoal Pipolo Baptista, sócio da Deloitte e especialista na indústria de serviços financeiros.

O estudo da Febraban é realizado há mais de 20 anos e tem a participação de 17 instituições financeiras, que representam 91% do mercado. Os dados foram coletados pela consultoria Deloitte, por meio de formulários online, entrevistas com especialistas, dados públicos e pesquisas internacionais para ampliar e aprofundar a análise dos dados. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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