Menu

Aplicações móveis aprimoram a operação e o atendimento nas empresas

Aplicações móveis aprimoram a operação e o atendimento nas empresas

Êxito dos projetos depende da gestão adequada e dos cuidados com a infraestrutura

Com ímpeto crescente, o mercado hoje vê despontar o conceito de “empresa móvel”, o qual seria aplicável às organizações que posicionam a mobilidade no centro de sua plataforma tecnológica, seja para agilizar a operação interna, seja para melhorar o relacionamento com clientes e parceiros. Na medida em que avança a maturação dos projetos com este escopo, os resultados positivos se tornam cada vez mais tangíveis. 

Antes de mais nada, Marcelo Leite, diretor de Portfólio de Produtos da BT (British Telecom) para a América Latina, constata que, por estarem crescentemente conectadas, as pessoas estão produzindo mais, até por não precisarem manter presença física nas empresas para desenvolver suas atividades, conseguindo equilibrar mais adequadamente a vida privada e a profissional. 

Além disso, acrescenta ele, “as organizações que incorporam a mobilidade a suas operações do dia a dia, estendendo-a ao relacionamento com os clientes, sem dúvida contam com ferramentas importantes para engajamento de consumidores”. 

Avaliando o cenário de agora, o entrevistado assinala que o mundo corporativo está “medindo o mercado”, vale dizer, a adoção da mobilidade ainda vivencia uma fase de amadurecimento. Mas ele ressalta que, inequivocamente, a difusão desta vertente traz impactos para todos os perfis de companhias, de todos os setores da economia e em todo o globo.  

De outra parte, Leite comenta que, a par do lado tecnológico propriamente dito, há que se considerar também os aspectos processuais – que visam garantir bons resultados com uma nova forma de trabalhar –, sem esquecer os culturais e os legais. 

“Aliás, é interessante notar como, do ponto de vista da cultura, o brasileiro parece adaptar-se bem a um tipo de trabalho mais flexível quanto a horários e locais de atividades. Em uma empresa como a BT, que estimula a colaboração entre times de diversos países, podemos observar que isso funciona melhor no Brasil do que em outros lugares”, compara ele.  Já a questão legal, contrapõe o diretor, é delicada tanto no que toca à proteção dos dados da empresa quanto no que diz respeito à legislação trabalhista. 

Requisitos para o sucesso dos projetos

Para que tudo transcorra a contento, no entanto, uma série de requisitos precisa ser levada em conta no que tange à gestão da mobilidade, conforme sugere Marcos Mandarano, sales specialist da BT Global Services. Ele lembra inicialmente que são imprescindíveis cuidados permanentes com a infraestrutura de TI, promovendo-se, por exemplo, atualizações periódicas de software. 

O especialista menciona outros fatores a serem contemplados no planejamento: 1 - As demandas diferenciadas dos diversos grupos de funcionários da empresa, constituídos em torno dos departamentos financeiros, de marketing, de recursos humanos ou de vendas; 2 - Os distintos sistemas operacionais, pois são múltiplos os equipamentos trazidos pelos empregados; 3 - A definição de quem tem acesso a que tipo de informação – isso sem contar a questão da segurança. 

De resto, Mandarano destaca, em particular, dois pontos que lhe parecem de crucial relevância para que uma organização se torne de fato “móvel”. Em primeiro lugar, cabe fornecer ao colaborador a infraestrutura de operação e de suporte a fim de que ele possa trabalhar com tranquilidade e de maneira produtiva, não importa a localização: quer em sua casa, quer em viagem para qualquer canto do planeta. Em segundo, deve-se separar o que é pessoal do que é corporativo, no nível de cada equipamento e de cada aplicação utilizada por cada funcionário da empresa. 

“A boa notícia é que existem recursos hoje que permitem ao departamento de TI lidar com essas questões de modo relativamente confortável. É possível, por exemplo, criar uma loja virtual para que os empregados baixem os aplicativos de que necessitam para o seu trabalho, mas somente aqueles autorizados para sua função”, explica ele. 

Outra facilidade, sob a óptica da segurança, adiciona Mandarano, é que se tornou possível gerir remotamente cada um dos aparelhos em uso pelos funcionários, bem como suas “apps”: “Podem-se ‘isolar’, de forma que não se comuniquem, as aplicações e os dados pertencentes aos indivíduos e os que pertencem à empresa”. 

Por fim, o sales specialist da BT enfatiza também a criticidade do gerenciamento de todos os sistemas utilizados. “Não se pode, por exemplo, criar ou comprar uma nova aplicação, colocá-la na loja virtual e depois dar as costas a ela”, adverte, preconizando ainda que se deve conferir destaque especial aos serviços de “help desk”, para garantir a produtividade dos colaboradores dispersos em diferentes locais. 

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.

voltar ao topo

Finanças

TI

Canais

Executivos Financeiros

EF nas Redes