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DMCard aumenta capital para melhor explorar setor de “private label”

DMCard aumenta capital para melhor explorar setor de “private label”

Empresa capta R$ 100 milhões em debêntures, valor que será destinado à concessão de crédito

Para tirar proveito do forte crescimento no setor de “private label”, foco de sua atuação, a DMCard está buscando capitalizar-se. Como resultado da estratégia desenhada, dos R$ 150 milhões em aportes amealhados em 2015, R$ 100 milhões foram captados em debêntures privados, em operação estruturada pelo Pátria Investimentos. Os recursos serão destinados à concessão de crédito na emissão de cartões e parcelamento das faturas.

“Estruturar uma emissão de debêntures leva tempo e o custo não é baixo. Porém, no momento em que a DM vive, esta é a melhor opção, pois nosso porte ainda não permite pensarmos em outras estruturas como um IPO”, nota Denis Correia, sócio-diretor da DMCard.

Um FIDIC, acrescenta ele, seria uma saída talvez mais barata. A questão é que o ramo de atuação da empresa, cartão com crédito rotativo, não permite que esta opção seja viabilizada, havendo aí problemas operacionais. “A principal vantagem da debênture é seu prazo e carência, pois tais condições não são possíveis em captações convencionais em bancos”, completa. 

O cenário é propício para aposta que está sendo feita pela DM Card. Sobretudo nos segmentos de supermercados e de materiais de construção, em que pese o recuo nas vendas decorrente da crise econômica, a demanda por crédito segue aquecida, fazendo com que os modelos “private label” registrem uma expansão maior do que a existente em outros formatos.

Os dados gerais da área de cartões corroboram a decisão da DMCard de elevar o “funding”. No primeiro bimestre de 2015, a busca por crédito em todas as modalidades de cartões no País marcou um avanço tímido, de apenas 1,5%. Em contraste, a DMCard alcançou um crescimento de 50,5 % no acumulado do período.

“Nossa expectativa é de que o ‘private label’ continuará crescendo com as mesmas taxas que caracterizam a expansão dos meios eletrônicos de pagamento, que hoje giram em torno de dois dígitos ao ano. Esta tendência é muito mais atrelada às tendências de bancarização da população brasileira do que ao desempenho efetivo da economia”, assinala Correia.

Por fim, o entrevistado nota que um outro fator a impulsionar o crescimento deste produto é a desejo dos varejistas de conhecer cada vez melhor os seus clientes. “Nada como ter um cartão de loja para conseguir analisar com maior precisão o comportamento dos consumidores”, frisa ele.

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