Papéis da BM&FBovespa são os mais arriscados, diz estudo
03/02/2009

A Cyrnel International, consultoria especializada em análise de risco, realizou um levantamento que mostra que as ações ordinárias da BM&FBovespa lideram o ranking dos papéis mais arriscados do Ibovespa. De acordo com a análise, produzida com as cotações da última quinta-feira (29/01), o grau de risco das ações ordinárias da BM&FBovespa está em 2,15, ou seja, é mais que o dobro do grau de risco da carteira teórica do Ibovespa.

"Pelo nosso sistema, consideramos sempre como benchmark a carteira completa do Ibovespa, que representa o grau de risco igual a 1. Desta forma, um grau de risco igual a 2,15, como é o caso da ação ON da BM&F Bovespa, indica que o papel possui mais que o dobro de risco de variabilidade da carteira do índice", explica Carlos Frederico S. Werneck, gerente de operações da Cyrnel.

No estudo de cenários de estresse, o papel da BM&FBovespa também lidera. Pela análise da Cyrnel, considerando a possibilidade de uma alta ou queda de 10% no Ibovespa, as ações ordinárias da BM&F Bovespa apresentariam a maior variação, podendo subir, ou cair, 13,07%.

Em segundo lugar no ranking das ações mais arriscadas, ficaram as ações da Gafisa, com grau de risco de 2,10%. As ações ON da Cyrela Realt apresentaram grau de risco de 1,99% (ficando em 3º lugar), seguidas pelas ações ON da Rossi Residencial, com grau de risco de 1,98. "As ações das construtoras continuam muito afetadas por conta do cenário de credito restrito", ressalta Werneck.

 

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