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Pesquisa da Capgemini mostra que empresas têm dificuldade para inovar

Pesquisa da Capgemini mostra que empresas têm dificuldade para inovar

Solução encontrada por alguns players tem sido a busca de ‘Centros de Inovação’ em hubs tecnológicos

Importantes empresas globais têm encontrado dificuldade em inovar, ao passo que adotam modelos de Pesquisa & Desenvolvimento tradicionais, considerados obsoletos pelo mercado. É o que mostra o relatório "O Jogo da Inovação: por que e como as empresas estão investindo em centros de inovação", elaborado por Brian Solis, do Grupo Altimeter, e pela Capgemini Consulting, divisão global de estratégia e transformação do Grupo Capgemini.

O levantamento aponta para uma transição rumo à inovação digital, questionando se as equipes de P&D das companhias de grande porte não estariam mal preparadas para enfrentar o desafio do Darwinismo digital. Segundo a pesquisa, para resolver a questão, as organizações procuram, cada vez mais, criar 'centros de inovação' físicos em importantes núcleos tecnológicos, como o Vale do Silício, para tirar proveito do ecossistema de startups, investidores de capital de risco, aceleradores, fabricantes e instituições acadêmicas.

“Para as maiores empresas do mundo, a inovação nunca foi tão importante, nem tão difícil. Vivemos em um mundo onde a ruptura é iminente, podendo vir de qualquer lugar, e onde os concorrentes, que já utilizam tecnologias digitais, ameaçam a sustentação de muitos setores já estabelecidos. Sem inovação constante, algumas organizações que já estiveram no topo descobrem que as rotas comprovadas e confiáveis para a inovação viraram becos sem saída. Chegou a hora de inovar ou morrer!”, afirma o analista principal do Grupo Altimeter, Brian Solis. 

Os principais resultados do estudo revelam uma abordagem variada para a criação de centros de inovação em termos de localização, áreas de foco e modelos de governança:

- 38% das principais empresas criaram centros de inovação em um núcleo tecnológico global;

- os EUA e a Europa têm a maior fatia, com 29% do total dos centros de inovação, seguidos pela Ásia, com 25%;

- o Vale do Silício é o local mais interessante para instalação de centros de inovação - 61% das empresas já abriram um ou mais centros no local. Mas, outros hubs estão surgindo; as 10 principais cidades que figuram no estudo representam somente 35% do total de centros;

- as áreas de pesquisa preferidas continuam sendo mobilidade (63%) e big data / análise de dados (51%);

- outras tecnologias menos maduras, como a de impressão em 3D (5%), realidade virtual (13%) e robótica (13%), não são prioritárias no momento;

- os centros de inovação ajudam a agilizar a criação e a implantação de novas ideias, atraindo talentos, gerando envolvimento dos funcionários e formando parcerias com startups;

- foram identificados quatro tipos principais de centros de inovação: Laboratórios internos de inovação; Residência universitária (as companhias investem na criação de um centro em um campus universitário para impulsionar a inovação usando pesquisadores universitários); Âncoras comunitárias (esses centros identificam mentores e oferecem às startups a oportunidade de trabalhar ativamente junto à empresa no teste dos seus produtos, internamente e com os clientes); e Postos avançados de inovação (são compostos por pequenas equipes que trabalham em hubs tecnológicos).

- a penetração varia consideravelmente entre os setores. O de manufatura é o principal, com 58%, e o de serviços financeiros, mesmo enfrentando uma pressão crescente devido aos disruptores digitais, representa 28%.

Mesmo com os centros de inovação recebendo investimentos substanciais de muitas organizações globais e com alguns benefícios significativos já conquistados, estabelecer um centro com sucesso tem sido um desafio. Segundo um especialista experiente em inovação, de 80 a 90% desses centros fracassam. O relatório alerta que, para as empresas que desejam se afastar do modelo tradicional de inovação, os investimentos em centros físicos podem trazer enormes retornos. No entanto, seu objetivo deve ser claramente definido e bem alinhado com as necessidades do negócio. O estudo recomenda as seguintes estratégias para criação de centros de inovação eficazes:

- definir um objetivo claro;

- criar um modelo de governança sólido, com apoio da liderança, para implementar inovações em toda a empresa;

- possuir o foco ideal – nem muito futurista nem muito ligado às operações atuais do negócio;

- envolver as unidades de negócio para evitar o isolamento;

- criar uma equipe multifuncional que atue tanto em ambientes estruturados como não estruturados;

- operar com certo grau de liberdade orçamentária, mas saber quando abandonar o projeto;

- trabalhar com um grupo variado de parceiros do ecossistema de inovação, usando critérios sensatos para selecioná-los. 

“Muitas organizações estão lidando com a necessidade de inovar por meio de parcerias ou aquisições de startups da área de tecnologia, mas esse é frequentemente o único foco. É necessário haver um equilíbrio maior entre o conhecimento externo e o interno. Os centros de inovação parecem ser uma maneira eficaz de cultivar a mentalidade ágil das startups, necessária para permanecer na vanguarda do mercado. No entanto, já ficou claro que criar um centro eficaz exige a superação de vários desafios”, diz o líder global de pesquisa da Capgemini Consulting, Jerome Buvat.

Para o relatório, a Capgemini Consulting e a Altimeter analisaram, por meio de uma pesquisa via Internet, conduzida entre fevereiro e julho de 2015, as 200 maiores empresas do mundo (com base na lista da Bloomberg), de cinco setores: automotivo, serviços financeiros, bens de consumo e varejo, manufatura e telecomunicações, selecionando as 40 maiores, por faturamento, de cada setor. No mesmo período, foram realizadas entrevistas com executivos do alto escalão, responsáveis pela supervisão de atividades relacionadas à inovação nas principais empresas, a maioria com faturamento acima de US$ 5 bilhões. Foram selecionadas empresas que possuíam um centro de inovação em um dos seguintes hubs tecnológicos: Vale do Silício, Tel Aviv, Los Angeles, Seattle, cidade de Nova York, Boston, Londres, Toronto, Vancouver, Chicago, Paris, Sidney, São Paulo, Moscou, Berlim, Waterloo (Canadá), Cingapura, Melbourne, Bangalore e Santiago.  

“O apetite dos novos operadores digitais na busca implacável pela inovação criou um ecossistema no qual as organizações mais tradicionais podem se beneficiar. Ao combinar a cultura e a abordagem dos centros tecnológicos com o budget e acesso aos clientes que usufruem, elas têm uma excelente oportunidade para inovar e reenergizar suas capacidades", conclui o CDO global da Capgemini Consulting, Fernando Alvarez.

Para mais informações, acesse: https://www.capgemini-consulting.com/the-innovation-game

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