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Amcham: crise reduz investimentos em inovação em 65% das empresas

Amcham: crise reduz investimentos em inovação em 65% das empresas

Pesquisa realizada pela entidade apontou que pressão por resultados é a maior justificativa para a diminuição dos investimentos

Em virtude da atual crise política e econômica, 65% das empresas reduziram os investimentos em inovação, no Brasil, aponta enquete realizada pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) com 100 dirigentes empresariais no último dia 15 de abril.  

A maior pressão por resultados é a maior justificativa pela diminuição dos investimentos. Da parcela de empresas que reduziram os investimentos, 39% delas apontaram possibilidade de retomada dos projetos com a melhoria de economia; outros 26% desaceleram sem previsão de retomada no curto prazo.  

Outra parcela, de 35% das empresas entrevistadas, informaram que estão mantendo os investimentos, independentemente do cenário, já que a inovação é a principal aposta da organização para a perpetuidade do negócio. 

+Competitividade Brasil

A pesquisa foi aplicada durante o lançamento do programa +Competitividade Brasil, da Amcham. O programa é focado em capacitações, forças-tarefa e estudos técnicos visando estimular ganhos de produtividade e a maior inserção das empresas brasileiras na economia global. Mais de 51 eventos já estão previstas em 14 cidades brasileiras neste ano.  

Além de responder sobre os investimentos em inovação, os empresários presentes elencaram as propostas impactantes para estimular o ambiente de pesquisa & desenvolvimento no País. Segundo eles, em ordem de prioridade, são: desburocratização de processos internos e externos (69%); maior incentivo às startups (13%); e legislação, adoção e incentivo à realização de Parcerias Universidade-Empresa (13%). Por último, aparece a retomada e continuidade do programa Ciência Sem Fronteiras (4%).  

Das empresas que continuam investimento em ganhos de produtividade via inovação, algumas novas ações são prioridades no curto prazo. Foram listadas: aumento do orçamento para pesquisa & desenvolvimento (25%); adoção de práticas de open innovation (22%); busca por parcerias com universidades brasileiras e internacionais (13%); e aquisição de startups inovadoras (7%).

 Produtividade

Mesmo com redução de investimentos, 37% dos empresários ouvidos pela Amcham avaliaram que a produtividade da companhia permaneceu estável quando comparado o primeiro trimestre de 2016 com o último de 2015. Entre os respondentes, 32% empataram ao sinalizar que diminuiu ou aumentou.  

Sobre os principais obstáculos para ganhos de produtividade na economia, o empresariado enumera os seguintes gargalos: carga tributária (39%); qualificação da mão de obra (27%); burocracia; (16%); baixo nível de inserção no comércio global (10%); e custo de capital (8%).

 Finalizando, a enquete da Amcham questionou os empresários sobre as propostas fundamentais para reativar o ambiente empreendedor. Na visão deles, são: redução da burocracia para abertura e fechamento de empresas (36%); isenção fiscal para gastos com qualificação de mão de obra (25%); criação do “Simples Trabalhista” para aumento do trabalho formal nas MPE’s (20%); e criação de arcabouço jurídico para startups, incubadoras e aceleradoras. 

A pesquisa ouviu 100 empresários de grande e médio porte de todos os segmentos, sendo 85% deles de empresas brasileiras. Os empresários foram ouvidos em tempo real, durante o lançamento do Programa Mais Competitividade Brasil, na sede da entidade, em São Paulo, no último dia 15 de abril.

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