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Brasil se mantém como país do BRICS mais avançado socialmente

Brasil se mantém como país do BRICS mais avançado socialmente

Brasil aparece na 46ª posição no ranking que enfatiza o progresso social

Na nova edição do Índice de Progresso Social (IPS), lançado nesta quinta-feira (3), o Brasil se manteve com o país do BRICS (grupo (composto também por Rússia, Índia, China e África do Sul) mais avançado socialmente.

No ranking geral, que consolida o desempenho dos países avaliados nas três principais categorias, o Brasil ficou à frente dos outros integrantes do grupo dos BRICS – Rússia (80ª), Índia (102ª), China (90ª) e África do Sul (69ª). Com exceção do Brasil, todos os países do BRIC apresentaram um baixo desempenho em progresso social, o que sugere, especialmente no caso de China e Índia, que o rápido crescimento econômico ainda não está se convertendo em melhoria de vida para os cidadãos.

Medindo os resultados do progresso social de um país, o Índice de Progresso Social 2014 identifica os pontos fortes e fracos dos países a partir de um conjunto de informações e análises conduzidas para cada um deles. O Brasil ocupa a 46ª posição do ranking geral e na avaliação das três grandes categorias que compõem o Índice, o país obteve sua melhor colocação em “Oportunidade”, ficando na 36ª posição neste pilar e em 38º em “Fundamentos de bem-estar”. Porém, em “Necessidades Humanas Básicas” ficou apenas no 74º lugar, sendo que nesta última categoria ocupando posições baixas em cinco itens: segurança pessoal (122ª posição), terror político (107ª), quantidade de crimes violentos (103ª), mortes no transito (104ª) e taxa de homicídio (109ª).

Da mesma forma, o Brasil aparece como líder em seis índices avaliados dentro das três grandes categorias: mortes atribuídas às condições de poluição do ar interno, liberdade de culto, liberdade de movimento, liberdade de associação, assinaturas de telefonia móvel e matrícula em educação secundária. O país também aparece entre os 30 primeiros nos quesitos de taxa de utilização de anticoncepcionais (14ª), liberdades individuais (27ª) e número de universidades reconhecidas mundialmente (22ª).

O Índice de Progresso Social, criado por uma equipe comandada pelo professor Michael Porter, da Harvard Business School, é considerado complementar ao PIB (Produto Interno Bruto) e a outros indicadores econômicos no estabelecimento de uma compreensão mais holística do desempenho geral dos países.

“Até hoje, sempre se supôs que há uma relação direta entre crescimento econômico e bem-estar. No entanto, o Índice de Progresso Social mostra que nem todo crescimento econômico é igual. Embora um alto Produto Interno Bruto (PIB) per capita seja relacionado a progresso social, essa conexão está longe de ser automática”, afirmou Porter.

“O avanço do progresso social exige um alinhamento entre as três categorias avaliadas. O Brasil, mesmo aparecendo como o líder em alguns quesitos, ainda precisa avançar para equalizar a sua colocação nos índices avaliados, principalmente na categoria de ‘necessidades humanas básicas’, no qual ele aparece com cinco quesitos abaixo da 100ª posição”, destaca a sócia da Deloitte no Brasil e membro do comitê voltado a disseminar o Índice de Progresso Social no País, Heloisa Helena Montes.

 

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