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Governança impulsiona gestão de identidade e acesso no Brasil

Governança impulsiona gestão de identidade e acesso no Brasil

Levantamento da Netbr, com cerca de 200 executivos de TI e Negócios, constata que empresas mais maduras já adotam a tecnologia

A Netbr, especialista em tecnologias de gestão do acesso e da identidade digital, realizou uma enquete sobre este tema com 200 profissionais de TI de grandes e médias empresas que participaram do Gartner Symposium/ITxpo, em outubro último, em São Paulo. 

Segundo o levantamento, cerca de 35% dos entrevistados já implementaram (ou estão em fase de expansão) alguma solução de Gerenciamento de Identidade e Acesso (IAM) ou de Acesso Privilegiado (PAM). Outros 30% planejam iniciar sua adoção num prazo de até um ano. Os restantes 35% ainda não têm prazo definido para esta iniciativa. 

De acordo com André Facciolli, CEO da Netbr, é possível perceber que as empresas mais maduras em estratégia de governança corporativa já absorvem, de forma quase compulsória, as tecnologias de controle de identidade e acesso. “Outro grande número de empresas está acelerando a implantação exatamente para responder a uma exigência cada vez maior de instrumentos de governança e compliance”, afirma o executivo. 

O levantamento da Netbr aponta a questão cultural como principal obstáculo a atrasar a adoção de soluções de IAM e de PAM, com 33% dos entrevistados admitindo haver resistência ou pouco conhecimento dos usuários internos em relação a estas tecnologias. Em segundo e terceiro lugares (ambos com 23% das respostas), aparecem a restrição de budget de TI e o descompasso existente entre as demandas por estas soluções e as diretrizes da alta gestão. 

O estudo da Netbr pediu aos executivos presentes no simpósio do Gartner para pontuar quais os principais elementos de pressão nas empresas para que elas adotem rapidamente as tecnologias de gestão de acesso e identidade. 

Em 94% das escolhas, como primeira opção, o principal fator apontado é a necessidade de se criar um ambiente propício à implantação da governança e das exigências de compliance. 

Em 88% das escolhas, como segunda opção, vem a necessidade de agilizar os processos de autorização de acesso gerenciado para usuários finais e administradores. 

Na visão de André Facciolli, as duas respostas confirmam que a governança continua a ser o item de maior pressão, devido à crescente ação de auditores e à importância cada vez maior das normas regulatórias. “Contudo, chama a atenção o alto índice de profissionais que veem a governança como resposta para a necessidade de automação e ganho de eficiência em processos de concessão de acesso a usuários e entidades lógicas. E esta constatação fica ainda mais patente no caso de empresas envolvidas em projetos de transformação digital, nos quais a agilidade é um dos pontos de maior destaque”, comenta o CEO. 

Automação é assunto pouco conhecido

Os benefícios e as barreiras de adoção da automação de processos por meio de soluções robóticas (RPA - Robotic Process Automation) ainda são pouco conhecidos pelas empresas, segundo 28% dos entrevistados pelo estudo da Netbr. Além disso, os principais fatores a dificultar o ingresso dessa tecnologia nas corporações são a resistência cultural por parte dos funcionários (citada por 22%) e restrições da alta cúpula em relação a processos automáticos (citadas por 18%). Para outros 32% ainda há dificuldade de se justificar o investimento  nesse tipo de solução. 

Durante o simpósio do Gartner, a Netbr promoveu uma jornada de debates sobre tecnologias de gestão,  governança de identidade, acesso e privilégio em redes empresariais que contou com a participação de especialistas internacionais convidados das suas parceiras SailPoint e Balabit. 

Durante o evento, a empresa apresentou também uma das primeiras soluções globais - já prontas para o mercado - no conceito RPA e com aplicação em plataformas IGA (Governança de Identidade e Acesso).

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