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Skaf é contra aumento da carga tributária do País

Skaf é contra aumento da carga tributária do País

Medida Provisória eleva as alíquotas de contribuição da previdência

 

Presidente da Fiesp acha que ajuste fiscal tem que estar baseado no controle de gasto

O governo publicou na última sexta-feira a Medida Provisória 669, que eleva as alíquotas de contribuição para a Previdência das empresas sobre a receita bruta, instituída no processo chamado de desoneração da folha de pagamento, a partir de 2011.

As empresas que recolhiam 1% sobre a receita bruta, passam a recolher 2,5%, e as que tinham alíquota de 2%, pagarão 4,5%.  Segundo a MP, as empresas poderão optar por pagar as novas alíquotas ou voltar ao sistema anterior.

 Na prática, o governo acaba com o programa de desoneração da folha de pagamento. De acordo com Paulo Skaf, presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), seria mais coerente se tivesse assumido de uma vez que o seu objetivo é extinguir o programa - aliás criado por esse mesmo governo com o objetivo de incentivar a geração de empregos e sob o argumento de que era necessário dar instrumentos para melhorar a competitividade das empresas.

 “É, portanto, um absurdo que o governo tenha que recorrer novamente ao aumento da carga tributária para socorrer suas finanças, num momento de queda da produção da indústria e de forte redução do emprego no país”, comenta Skaf. Só em 2014, a indústria fechou 216 mil postos de trabalho e há grande chance de o PIB registrar crescimento negativo, tanto no ano passado quanto neste ano.

 Segundo o presidente da Fiesp o ajuste fiscal que as contas públicas necessitam tem que ser baseado no controle do gasto, não no aumento da tributação e no corte do investimento. O Brasil já paga uma das mais elevadas cargas tributárias do mundo, de 37% do PIB, quando os países com nível de desenvolvimento semelhante praticam entre 20% e 25% do PIB.

 “O governo promete corte de gastos, quando na prática o que se vê é que a estrutura continua inabalável. Nada aconteceu ainda. As pessoas já estão sufocadas por tantos impostos e não podem arcar com mais nenhum aumento. A sociedade brasileira não aceitará aumento de impostos”, argumenta Skaf.

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