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Modelo de parceria propicia melhor resultado no desenho de aplicativos

Modelo de parceria propicia melhor resultado no desenho de aplicativos

Contratos de longo prazo podem trazer maior transparência e governança aos projetos

 

A chave do sucesso nos projetos com desenvolvimento de sistemas repousa sobre um conjunto de fatores críticos, com destaque para a formatação de um modelo de parceria de longo prazo entre provedores e clientes, o qual pode redundar em mecanismos de governança mais eficazes.

Esse entendimento se torna especialmente importante diante da constatação de que, em numerosas empreitadas ligadas à fabricação de softwares, ainda continuam recorrentes entraves como especificações incorretas ou insuficientes, níveis elevados de retrabalho, descumprimentos de SLAs, comprometimento de “deadlines” e de orçamentos, para citar os principais.

A juízo de Henry Manzano, CEO para a América Latina da Tata Consultancy Services (TCS), uma relação de parceria entre contratantes e contratados constitui um avanço expressivo frente a estes atropelos: “Ela traz confiança e transparência, resultando em uma melhor governança. É claro que oferecer metodologia e processos sólidos também é essencial”.

O entrevistado lembra que, por fazer parte da indústria de serviços, o setor de desenvolvimento lida com bens intangíveis e enfrenta injunções conjunturais: “A concorrência está cada vez maior, assim como o nível de exigência do cliente. Definir expectativas e planejar bem são a chave para se ter um bom resultado. Outro fator muito importante são as pessoas”.

Além do mais, uma seleção rigorosa dos fornecedores representa uma etapa fundamental na construção dos projetos. Que parâmetros de avaliação poderiam então embasar as escolhas?

Manzano pondera, inicialmente, que não existe uma lista única de critérios que possa ser utilizada por todas as empresas. De qualquer forma, ele menciona quesitos como um bom histórico no mercado, satisfação/referência de clientes já atendidos, pessoal experiente e qualificado, processos e metodologias robustos (adesão ao “framework” CMMi, por exemplo), grau de inovação e comprometimento efetivo com os contratantes.

Em termos de sistemática de trabalho, a modalidade conhecida como “body shop” ainda é muito corriqueira nesta indústria. Falando mais pormenorizadamente deste modelo, o CEO da TCS observa que ele é geralmente empregado quando o cliente tem um projeto de gerenciamento de pessoas, sendo abraçado, particularmente, no caso de compromissos de curto prazo.

“Neste tipo de compromisso, entretanto, os clientes podem não conseguir aproveitar ao máximo as melhores práticas e a experiência do provedor. Além disso, também é difícil manter os consultores e os profissionais a longo prazo”, adverte Henry Manzano.

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