Menu

Plataforma entrega lógica do negócio a quem entende de negócio

Mark Allen, CTO da Progress Mark Allen, CTO da Progress

Progress aposta em ambiente amigável de criação de regras que automatizam tomadas de decisão

Traduzir os procedimentos definidos por especialistas, ou implementados em outros sistemas, em aplicações que dão suporte a decisões. Essa é a ideia da plataforma de BRMS (Sistema de Gestão de Regras de Negócio), tema de reuniões recentes de Mark Allen, CTO da Progress, com executivos de corporações e provedores de serviços empresariais no Brasil.

Allen é um dos criadores do Corticon, incorporado ao portfólio da Progress em 2011, que permite automação de regras de negócio sem necessidade de programação. Em uma interface semelhante à de uma planilha, podem-se definir os diversos critérios para o aplicativo gerar uma resposta. O Corticon é uma estrutura de BRMS aplicável em diversas áreas e tarefas, como orientar prescrição de medicamentos, analisar crédito ou garantir conformidade nos processos. “Não incluímos regras de negócio pré-formatadas no Corticon. Temos parceiros altamente especializados, que usam o produto para automatizar as melhores práticas em sua área de atuação”, esclarece Allen.

Na interface do Corticon, os usuários podem descrever o conjunto de regras aplicáveis a cada tomada de decisão. No entanto, em projetos corporativos mais complexos, as regras já existentes em sistemas legados são facilmente incorporadas à aplicação. “Trabalhamos com padrões abertos. Se for necessário utilizar determinada função de um sistema em Cobol, por exemplo, a lógica é encapsulada na forma de web service, e passa a servir ao novo aplicativo”, explica Allen.

Essa estrutura, baseada no conceito de SOA (Arquitetura Orientada a Serviço), também permite que os mecanismos de decisão sejam incorporados a outros aplicativos. “Os mesmos conjuntos de regras podem ser implementados em Java, .Net e outros padrões que transformam essas regras em serviços”, diz. Na prática, isso faz com que procedimentos desenhados no BRMS sejam incluídos em uma página Web ou app móvel, em que seja pertinente rodar as regras de negócio para dar uma resposta ao usuário.

Médico por formação e ofício, até ter fundado a Corticon, o CTO da Progress destaca que o grau de automação ou de supervisão humana varia conforme o tipo de atividade. Em projetos de conformidade, por exemplo, em vez de mexer em vários sistemas corporativos, as normas são implementadas no BRMS, que diz se os processos estão de acordo com a regulação, as melhores práticas ou as políticas de governança. Em outras aplicações, como auxílio a diagnóstico e prescrição terapêutica, as respostas sempre são avaliadas por um clínico.

Diferentemente do modelo empírico do Big Data, o valor do BRMS é sustentado mais pelo conhecimento do negócio do que pelo volume de informações. “O primeiro passo é definir quais dados devem ser coletados, para depois aplicar as regras que respondem a uma questão específica”, descreve Allan.

Por exemplo, em um aplicativo de diagnóstico de dengue pesa mais o conhecimento do ciclo da virose do que o histórico de pacientes infectados. De forma semelhante, sistemas de aprovação de crédito ou detecção de fraudes podem fazer uma análise de perfil da operação, sem necessariamente recorrer aos cadastros. “Se os dados são insuficientes para tomada de decisão, o sistema avisa de quais informações precisa. Ou então, o usuário pede para o sistema responder com o que tem disponível e avalia pessoalmente as respostas”, explica.

 

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.

voltar ao topo

Finanças

TI

Canais

Executivos Financeiros

EF nas Redes