Segurança

Instituições financeiras desenvolvem projetos para detectar fraudes


Comunicação entre instituições financeiras e a Coaf deverá minimizar atividades fraudulentas

25 de Setembro de 2012

No Brasil, o SAS conta com dois projetos em andamento para gestão de risco, com a Sicredi e o Banco do Brasil. Já na área de detecção e prevenção a fraudes, a empresa tem importantes projetos globais no segmento financeiro. O HSBC, por exemplo, trabalha com o SAS para detectar transações fraudulentas de cartão de crédito em tempo real na América do Norte, Europa e Ásia.

Desde 2009, a rede Lab analisou aproximadamente 600 casos de lavagem de dinheiro e corrupção, tendo sido identificados cerca de R$ 11 bilhões de ativos ilícitos. “O processo de detecção de crimes de lavagem de dinheiro se torna extremamente eficiente e preciso ao aplicarmos modelos estatísticos complexos”, ressalta Moises Santos, especialista de soluções de risco e prevenção a fraude do SAS Brasil.

Já utilizado por instituições financeiras em todo o mundo, o SAS Financial Crimes Framework, oferece uma solução específica para a prevenção da lavagem de dinheiro, o SAS AML (Anti Money Laundry) que, por beneficiar-se de análise estatística, eleva consideravelmente o nível de identificação de possíveis operações suspeitas. Esta tecnologia apoia os processos de due-diligence, gera alertas de risco automáticos para cada novo cliente e também para a base de clientes existente e suas transações.

O Banco Central (BC) anunciou recentemente a circular 3.542/12 com objetivo de promover melhorias na qualidade das comunicações de instituições financeiras ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A Circular amplia de 43 para cerca de 106 os exemplos de operações e situações que podem configurar indícios de ocorrências do crime de lavagem de dinheiro, inclusive quanto a operações ou situações consideradas suspeitas ou atípicas, que possam levar ao financiamento do terrorismo.

"A priorização de casos para análise e a construção, bem como o envio automático de relatórios para o Coaf, garante que os times responsáveis pelas analises concentrem seus esforços nas situações que realmente requerem atenção e ação da instituição, ao mesmo tempo que garante a agilidade e a produtividade esperada pela gestão. O SAS já trabalha com clientes para o desenvolvimento de modelos e ferramentas analíticas apropriadas para o combate a este tipo de fraude", explica Moises Santos.

De acordo com o SAS, a medida é mais um importante passo do BC a ter efeito positivo no combate ao crime de lavagem de dinheiro e ao financiamento de atividades terroristas. “Acreditamos que são válidas as regulamentações propostas por entidades do setor que tenham o objetivo de tornar o processo de identificação de operações fraudulentas mais efetivas”, afirma o especialista de soluções de risco e prevenção a fraude do SAS Brasil.

Outra funcionalidade do SAS Financial Crimes Framework, é preparar automaticamente os relatórios para comunicação das situações suspeitas ao Coaf obedecendo a seus padrões determinados. Atualmente, 10 dos 12 maiores bancos do País utilizam o SAS para diversas aplicações, tais como gerenciamento de dados, análises estatísticas, modelagens de crédito, comportamento de clientes, gestão de riscos e detecção de processos impróprios e fraudulentos, conforme Moises Santos.

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