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Comércio da capital paulista fecha 2014 com queda de 5,5% nas vendas

Comércio da capital paulista fecha 2014 com queda de 5,5% nas vendas

Lojas de vestuário, tecidos e calçados amargaram queda de dois dígitos

 

Município sente os efeitos de uma conjuntura desfavorável

A capital paulista voltou a mostrar, em dezembro, um dos piores desempenhos mensais nas vendas varejistas no Estado, registrando receita real de R$ 16,5 bilhões. Na comparação entre as 16 regiões do território paulista, o município ficou acima apenas de Litoral, Campinas e ABCD. A queda de 6,7% em seu faturamento real de dezembro, em relação ao mesmo período do ano passado, pressionou negativamente o índice estadual em 2,1 pontos.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) a partir de informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz).

Com esses resultados, a capital de São Paulo encerrou 2014 com queda acumulada de 5,5% nas vendas reais em comparação ao faturamento anual de 2013. O resultado de dezembro confirmou o padrão verificado nos últimos meses para o município: quedas acima da média estadual, com os maiores níveis inter-regionais.

Na comparação com dezembro de 2013, três dos oitos setores com taxas de retração nas vendas mostraram quedas de dois dígitos no mês, com destaques para os setores de lojas de vestuário, tecidos e calçados (-24,7%), de lojas de móveis e decoração (-13,8%) e de concessionárias de veículos (-10,6%). Juntas, as três atividades registraram queda de R$ 1,1 bilhão em comparação ao faturamento observado no mesmo mês do ano passado.

Outro destaque foi o fraco desempenho mensal dos supermercados (-1,3%) na capital paulista que, como ocorrido no Estado, não conseguiram evitar em dezembro sua quinta queda consecutiva nas vendas reais. O setor, contudo, manteve taxa acumulada positiva de receita no ano, ainda que residual, com aumento de 0,8% em seu faturamento real.

No sentido oposto, os segmentos que obtiveram elevação nas vendas foram liderados pelo grupo de outras atividades (3,4%) - em que predomina o varejo de combustíveis -, e de farmácias e perfumarias (3,3%).

A assessoria econômica da FecomercioSP assinala a gravidade do cenário que prevaleceu ao longo de todo o ano no mercado varejista da cidade de São Paulo. Com quedas sucessivas, o município, que detém grande relevância para os resultados estaduais e nacionais, parece sentir de forma bem mais aguda os reflexos de uma conjuntura desfavorável e, portanto, indica menor capacidade de recuperação.

A cidade está também apreensiva com a crise hídrica, agravando a queda no nível de confiança dos consumidores e das empresas, o que dificulta a recuperação no médio prazo para condições menos desfavoráveis do que as atuais. Nesse sentido, o comércio da cidade de São Paulo deve continuar apresentando, nesses primeiros meses de 2015, novas quedas nas vendas do varejo.

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